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Contrariando todos aqueles que acreditam firmemente que o mundo NÃO vai acabar, está confirmado o fim dos tempos a partir das 24 horas de hoje.
As evidências abundam! E não deixam margem para dúvidas. Senão vejamos o noticiário de hoje:
Pág. 1) "Mensaleiros podem ser presos amanhã". (Conclui-se, pois, que não ficarão presos um dia sequer).
Pág. 6) Sem Orçamento, reajuste a servidores ficará ameaçado. (O recesso chegou e o aumento, não).
Pág. 13) "Em 2011, polícia no país matou 1.316 pessoas". (Sem comentário).
Pág. 16) "Após avaliação, MEC suspende vestibular em 20 cursos do Rio". (Sem comentário).
Pág. 21) "CSN é multada em R$ 11,5 milhões por descumprir TAC". (Faltaram as expressões "pela enésima vez" e "a companhia vai entrar com recurso para não pagar").
Pág. 22) "Arquitetos criticam impactos das cinco torres de Donald Trump na Av. Francisco Bicalho". (Sem comentário).
Pág. 24) "Carnês do IPTU chegarão com reajuste de 5,78%". (Sem comentário).
Pág. 26) "Chuva alaga ruas e deixa carros na Zona Norte submersos". (Faltou a expressão "pela enésima vez").
Pág. 38) "Vão para o lixo 416.700 páginas impressas pela gráfica do Senado". (Eram as "cédulas" para a votação, por suas excelências, de nada menos que 3.060 vetos da Presidência da República a projetos de lei aprovados pelo Congresso Nacional acumulados há 12 anos! Mesmo que a votação seja retomada - o que é improvável devido ao fim do mundo - depois do recesso parlamentar, a mesa diretora do Congresso terá de rodar outras páginas: elas só têm validade para o dia em que são impressas. A marcenaria do Senado fez trabalho extra também para construir dez urnas para receber o calhamaço de votos, com 90 cm de altura por 65 cm de largura).
Pág. 45) "UBS é multado em US$ 1,5 bilhão por manipular taxa Libor". (Libor - London Interbank Offered Rate - é a taxa de juros interbancária que regula contratos em todo o mundo).
Pág. 45) "HSBC aceitou pagar multa de US$ 1,92 bilhão por lavagem de dinheiro do tráfico de drogas, nos EUA". (Slogan do banco: "No Brasil e no mundo, HSBC").
Pág. 48) "Estrela igual ao Sol é orbitada por um planeta que pode abrigar vida". (Vamos pra lá?).
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
quinta-feira, 28 de junho de 2012
De volta à casa...
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Motivado pela "encomenda" (santa encomenda, segundo Tom Jobim) de um texto para o Blog RPitacos, retomo a análise crítica da mídia, exercício interminável para quem vive disso - a comunicação.
Quanto mais a nossa mídia se sofistica, quanto mais o nosso mercado - brasileiro - cresce, e quanto mais complexo torna-se o ambiente organizacional, mais atenção é preciso dar ao que sai publicado. Nos jornais, revistas, rádio e TV, mas também na internet - espécie de garganta profunda que a tudo e a todos se lança, famélica.
Fiz uma análise recente que encontra-se ainda em vias de conclusão, a qual publicarei aqui, onde mantenho três leitores. Só três, mas assíduos: eu, você e o outro.
Por ora, segue o "link" para encomenda nossa de cada dia - no caso, a desse dia de hoje:
"Sobre a leitura crítica da mídia".
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Motivado pela "encomenda" (santa encomenda, segundo Tom Jobim) de um texto para o Blog RPitacos, retomo a análise crítica da mídia, exercício interminável para quem vive disso - a comunicação.
Quanto mais a nossa mídia se sofistica, quanto mais o nosso mercado - brasileiro - cresce, e quanto mais complexo torna-se o ambiente organizacional, mais atenção é preciso dar ao que sai publicado. Nos jornais, revistas, rádio e TV, mas também na internet - espécie de garganta profunda que a tudo e a todos se lança, famélica.
Fiz uma análise recente que encontra-se ainda em vias de conclusão, a qual publicarei aqui, onde mantenho três leitores. Só três, mas assíduos: eu, você e o outro.
Por ora, segue o "link" para encomenda nossa de cada dia - no caso, a desse dia de hoje:
"Sobre a leitura crítica da mídia".
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Opinião d'O Globo é contra... O Globo
Primeiro cabe "clipar" o material publicado a título de OPINIÃO na edição de hoje do jornal O Globo, à página 11:
CLÁUSULA PÉTREA
IRRETOCÁVEL A exoneração do general Maynard Marques de Santa Rosa, por ele ter rompido com a disciplina e criticado a tal "Comissão da Verdade".
INDISCIPLINA E quebra de hierarquia são inaceitáveis nas Forças Armadas, assim como tentativas de se atropelar a Constituição originadas no próprio Executivo federal.
É DE se lamentar a crítica do senador José Agripino (DEM-RN) ao afastamento do general. Fazer oposição tem limites. Ou deveria ter.
COMENTÁRIO DO OFFBUDSMAN
Esse diário do Rio de Janeiro... está precisando melhorar a qualidade do pessoal que contrata.
Opina sobre a exoneração do general e critica o Governo Federal, como, aliás, vem fazendo desde a reeleição de Lula em 2006.
E faz oposição, exatamente como a sua "prima" Fox News, a quem o presidente dos EUA, Barack Obama, trata como "partido político".
Trai-se, porém, deixando ver as entranhas de seu pensamento monolítico quando, sonhando acordado, quer impor limites à oposição.
Que o Executivo ouça-lhe o desejo e imponha limites ao seu partidário jornalismo.
CLÁUSULA PÉTREA
IRRETOCÁVEL A exoneração do general Maynard Marques de Santa Rosa, por ele ter rompido com a disciplina e criticado a tal "Comissão da Verdade".
INDISCIPLINA E quebra de hierarquia são inaceitáveis nas Forças Armadas, assim como tentativas de se atropelar a Constituição originadas no próprio Executivo federal.
É DE se lamentar a crítica do senador José Agripino (DEM-RN) ao afastamento do general. Fazer oposição tem limites. Ou deveria ter.
COMENTÁRIO DO OFFBUDSMAN
Esse diário do Rio de Janeiro... está precisando melhorar a qualidade do pessoal que contrata.
Opina sobre a exoneração do general e critica o Governo Federal, como, aliás, vem fazendo desde a reeleição de Lula em 2006.
E faz oposição, exatamente como a sua "prima" Fox News, a quem o presidente dos EUA, Barack Obama, trata como "partido político".
Trai-se, porém, deixando ver as entranhas de seu pensamento monolítico quando, sonhando acordado, quer impor limites à oposição.
Que o Executivo ouça-lhe o desejo e imponha limites ao seu partidário jornalismo.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Ricardo Boechat fez a pergunta certa
O âncora matinal da rede Band News FM acertou em cheio quando perguntava, no ar, hoje: - quem são os donos da Super Via, do Metrô Rio e das Barcas S/A ?
Talvez querendo homenagear a tão sofrida aniversariante do dia - a cidade de São Paulo (completando 456 anos de fundação) - Boechat escolheu mirar as mazelas do seu Rio de Janeiro do coração. E justamente no aniversário - também - do Tom Jobim...
E, bem sabem os cidadãos cariocas, não há nada pior na cidade, mais que a violência, mais que a sujeira, não há nada pior no Rio de Janeiro do que os transportes. Sejam eles quais forem; ônibus, trens, bondes, metrô, táxis, barcas. E isso para não falar do Galeão, do trânsito "bandalha" e dos flanelinhas que nunca largarão o osso de nossas canelas assim que ousarmos estacionar em seus domínios.
Desde o tempo dos lotações, dos táxis "no tiro", da Central do Brasil, o Rio de Janeiro é a cidade maravilha, purgatório da beleza e do caos.
E durante mais de uma hora bradou Boechat com a jovem equipe de reportagem da Band News FM atrás de nomes. Sim, nomes, que ele queria citar no ar. Nas suas palavras: "para que seus vizinhos os cobrem, para que os colegas de escola de seus filhos os cobrem os lucros absurdos em troca de serviço tão ruim".
COMENTÁRIO DO OFFBUDSMAN
Momento raro na imprensa brasileira. Embora uma "confraria", a audiência das rádios "all news" inclui formadores de opinião, líderes empresariais, políticos (ou pelo menos seus assessores). E esses bem que deviam estar curiosos para saber "quem são os donos" das empresas que lucram com a pavorosa privatização, no Rio, dos serviços públicos que Sampa (ainda) mantém - em outro patamar. Vá perguntar aos paulistanos se eles aceitam a privatização do Metrô. Ou da Sabesp. Pois os fluminenses baterão continência em "sim" quando e onde se anunciar a privatização da Cedae. Detestam o estado e tudo aquilo que lembre estado.
Depois não venham reclamar da conta d'água, pedindo ao Boechat que indague, direto de São Paulo, "quem são os donos da água e do esgoto nesta Mui Heróica São Sebastião?".
Talvez querendo homenagear a tão sofrida aniversariante do dia - a cidade de São Paulo (completando 456 anos de fundação) - Boechat escolheu mirar as mazelas do seu Rio de Janeiro do coração. E justamente no aniversário - também - do Tom Jobim...
E, bem sabem os cidadãos cariocas, não há nada pior na cidade, mais que a violência, mais que a sujeira, não há nada pior no Rio de Janeiro do que os transportes. Sejam eles quais forem; ônibus, trens, bondes, metrô, táxis, barcas. E isso para não falar do Galeão, do trânsito "bandalha" e dos flanelinhas que nunca largarão o osso de nossas canelas assim que ousarmos estacionar em seus domínios.
Desde o tempo dos lotações, dos táxis "no tiro", da Central do Brasil, o Rio de Janeiro é a cidade maravilha, purgatório da beleza e do caos.
E durante mais de uma hora bradou Boechat com a jovem equipe de reportagem da Band News FM atrás de nomes. Sim, nomes, que ele queria citar no ar. Nas suas palavras: "para que seus vizinhos os cobrem, para que os colegas de escola de seus filhos os cobrem os lucros absurdos em troca de serviço tão ruim".
COMENTÁRIO DO OFFBUDSMAN
Momento raro na imprensa brasileira. Embora uma "confraria", a audiência das rádios "all news" inclui formadores de opinião, líderes empresariais, políticos (ou pelo menos seus assessores). E esses bem que deviam estar curiosos para saber "quem são os donos" das empresas que lucram com a pavorosa privatização, no Rio, dos serviços públicos que Sampa (ainda) mantém - em outro patamar. Vá perguntar aos paulistanos se eles aceitam a privatização do Metrô. Ou da Sabesp. Pois os fluminenses baterão continência em "sim" quando e onde se anunciar a privatização da Cedae. Detestam o estado e tudo aquilo que lembre estado.
Depois não venham reclamar da conta d'água, pedindo ao Boechat que indague, direto de São Paulo, "quem são os donos da água e do esgoto nesta Mui Heróica São Sebastião?".
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Relações Públicas não são empulhação. A obra de "expansão" do Metrô Rio sim.
Deu na coluna de Artur Xexéo de 20 de janeiro de 2010, intitulada "Patrão, o metrô atrasou" (O Globo, Segundo Caderno, p. 10):
"Não dá para ler o atual noticiário sobre o metrô carioca sem sentir uma nostálgica tristeza. Desde que foi inaugurado, mesmo que, nos seus primeiros tempos, recebesse críticas de não levar ninguém a lugar algum, o metrô sempre encheu de orgulho a alma sofrida do morador do Rio de Janeiro. Podia-se falar mal de qualquer aspecto da cidade, mas não do metrô. Era impecavelmente limpo, surpreendentemente confortável e, com o passar do tempo, indiscutivelmente eficiente. Mas o que foi que aconteceu com o metrô? Hoje, a crônica do metrô lembra o que se dizia dos trens da Central nas décadas de 1950 e 60. Vagões superlotados, falta de ar-refrigerado, horários não cumpridos. O metrô virou uma droga.
Nesse caos, apareceu o meu personagem preferido da semana: o senhor Joubert Flores, diretor de Relações Institucionais do Metrô Rio. O que é um diretor de Relações Institucionais? Imagino que seja o que, no meu tempo, chamava-se de relações-públicas. Ou, então, de assessor de imprensa. Enfim, o senhor Flores é quem dá entrevistas para os verdadeiros responsáveis continuarem na encolha. E, para o senhor Flores, talvez influenciado pela força de seu sobrenome, tudo vai bem.
O metrô está superlotado, reclamam os usuários. Mas o senhor Flores garante que o movimento está normal e que o sistema está trabalhando com 10% a menos de sua capacidade.
As portas dos trens estão com problemas na hora de fechar. O senhor Flores diz que as portas fecham normalmente. Há uma demora muito grande entre um trem e outro. O senhor Flores diz que o metrô cumpre seus horários à risca. E não se fala mais disso.
O metrô carioca deveria estar vivendo sua glória. Criou-se a ligação direta entre Pavuna e a Zona Sul, foi inaugurada a sempre sonhada e tão adiada Estação Ipanema, mas o brilho das novidades está sendo esmaecido pela má administração. O Rio já se orgulhou de seu metrô. Hoje, morre de vergonha dele."
COMENTÁRIO DO OFFBUDSMAN
Artur Xexéo tem razão. Sendo uma das referências atuais do jornalismo brasileiro, é ótimo que seja assim. Xexéo, resumidamente, escreveu: "relações institucionais são sinônimo de relações públicas que são sinônimo de assessoria de imprensa". Ponto final.
Ponto final não, ponto-e-vírgula; faltou Xexéo explicar que hoje o público não quer mais porta-vozes (e os relações-públicas sabem bem disso). A opinião pública quer ouvir o executivo principal. Colocá-lo em xeque. Ou seja, não dá mais para deixar os verdadeiros responsáveis "na encolha".
Na crise em que vive o Metrô Rio, a genuína assessoria de imprensa deve assumir perante os veículos de comunicação os erros da implementação da obra feita. E reportar os esforços reais feitos para minimizar os problemas do serviço.
E à imprensa - inclusive ao veículo em que o sr. Xexéo trabalha - cabe denunciar o contrato de concessão renovado por mais 20 anos em troca de uma obra sabidamente errada no que toca à expansão do serviço metroviário e deixar de fazer marola repercutindo que "o governador mandou um e-mail desaforado ao presidente do metrô".
"Não dá para ler o atual noticiário sobre o metrô carioca sem sentir uma nostálgica tristeza. Desde que foi inaugurado, mesmo que, nos seus primeiros tempos, recebesse críticas de não levar ninguém a lugar algum, o metrô sempre encheu de orgulho a alma sofrida do morador do Rio de Janeiro. Podia-se falar mal de qualquer aspecto da cidade, mas não do metrô. Era impecavelmente limpo, surpreendentemente confortável e, com o passar do tempo, indiscutivelmente eficiente. Mas o que foi que aconteceu com o metrô? Hoje, a crônica do metrô lembra o que se dizia dos trens da Central nas décadas de 1950 e 60. Vagões superlotados, falta de ar-refrigerado, horários não cumpridos. O metrô virou uma droga.
Nesse caos, apareceu o meu personagem preferido da semana: o senhor Joubert Flores, diretor de Relações Institucionais do Metrô Rio. O que é um diretor de Relações Institucionais? Imagino que seja o que, no meu tempo, chamava-se de relações-públicas. Ou, então, de assessor de imprensa. Enfim, o senhor Flores é quem dá entrevistas para os verdadeiros responsáveis continuarem na encolha. E, para o senhor Flores, talvez influenciado pela força de seu sobrenome, tudo vai bem.
O metrô está superlotado, reclamam os usuários. Mas o senhor Flores garante que o movimento está normal e que o sistema está trabalhando com 10% a menos de sua capacidade.
As portas dos trens estão com problemas na hora de fechar. O senhor Flores diz que as portas fecham normalmente. Há uma demora muito grande entre um trem e outro. O senhor Flores diz que o metrô cumpre seus horários à risca. E não se fala mais disso.
O metrô carioca deveria estar vivendo sua glória. Criou-se a ligação direta entre Pavuna e a Zona Sul, foi inaugurada a sempre sonhada e tão adiada Estação Ipanema, mas o brilho das novidades está sendo esmaecido pela má administração. O Rio já se orgulhou de seu metrô. Hoje, morre de vergonha dele."
COMENTÁRIO DO OFFBUDSMAN
Artur Xexéo tem razão. Sendo uma das referências atuais do jornalismo brasileiro, é ótimo que seja assim. Xexéo, resumidamente, escreveu: "relações institucionais são sinônimo de relações públicas que são sinônimo de assessoria de imprensa". Ponto final.
Ponto final não, ponto-e-vírgula; faltou Xexéo explicar que hoje o público não quer mais porta-vozes (e os relações-públicas sabem bem disso). A opinião pública quer ouvir o executivo principal. Colocá-lo em xeque. Ou seja, não dá mais para deixar os verdadeiros responsáveis "na encolha".
Na crise em que vive o Metrô Rio, a genuína assessoria de imprensa deve assumir perante os veículos de comunicação os erros da implementação da obra feita. E reportar os esforços reais feitos para minimizar os problemas do serviço.
E à imprensa - inclusive ao veículo em que o sr. Xexéo trabalha - cabe denunciar o contrato de concessão renovado por mais 20 anos em troca de uma obra sabidamente errada no que toca à expansão do serviço metroviário e deixar de fazer marola repercutindo que "o governador mandou um e-mail desaforado ao presidente do metrô".
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