segunda-feira, 21 de julho de 2014
Meu posicionamento público sobre a chamada "abertura" da profissão de relações-públicas.
Em 17 de julho último, pus o ponto final em um capítulo preparado especialmente para um livro de colegas relações-públicas, a quem muito agradeço pelo convívio e convite.
Coube-me contar a pesquisa - ainda inédita - entre 100 executivos NÃO relações-públicas (por formação ou exercício), em SP, RJ e MG, a qual encerrei em 2012 e que gerou o "composto dos 4 Rs das Relações Públicas Plenas", publicado ainda naquele ano (vide - www.rrpp.com.br), sem os resultados do levantamento, pois que estavam sendo tabulados (mas serão incluídos na próxima edição, completa), para comemorar meus 30 anos de formado.
Revendo tudo aquilo, relembrando os riquíssimos debates que tínhamos no Conrerp1 (2010-2012) sobre a profissão, a formação, o passado obscuro e o futuro luminoso das Relações Públicas no Brasil, a ausculta pública sobre "flexibilização" que nos extenuou (vide - http://www.youtube.com/watch?v=F66z7FeGueA), e os rumos dados (ou não dados) pelo Conferp até aqui sobre a questão; apesar da fama de "quadrado" - uma chefe querida me dizia que a cabeça é redonda para podermos mudar de opinião -, mudei minha convicção e sou:
(1) pela manutenção da Lei 5.377/1967;
(2) pela devida fiscalização do exercício profissional pelo Sistema Conferp-Conrerp - missão indesviável de toda e qualquer profissão regulamentada -; e
(3) por sua efetiva defesa como marco regulador para a comunicação de caráter institucional no Brasil, ainda mais diante das novas diretrizes curriculares nacionais para o bacharelado, as quais reconheceram, finalmente, a especialidade e a especificidade de nossa formação/profissão - em linha com o resto do mundo (que, simplesmente, chama relações públicas de... relações públicas).
#RP_NELES!
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quinta-feira, 19 de junho de 2014
"Estudar não é feio", por Míriam Leitão - 'clipping' do colega Marco de Cardoso.
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Ao lado de Armando Monteiro Neto, da elite nordestina, o ex-presidente Lula reciclou seu surrado discurso e disse que os ricos perseguem o PT. Depois de 11 anos e meio de um governo que alargou os canais de transferência de dinheiro público para os grandes grupos empresariais, essa conversa de Lula não se sustenta nos dados e nos fatos. Mas é o que ele dirá para ver se cola.
A outra parte do discurso que Lula reapresentou no último fim de semana é mais nefasta. É a ideia de que estudar atrapalha, torna a pessoa insensível e deseduca. “Comeram demais, estu- daram demais e perderam a educação”, disse o ex- presidente em um dos vários ataques aos estudos.
A maioria do país condena a forma desrespeitosa com que a presidente Dilma foi tratada no estádio Itaquerão. Há formas aceitáveis de demonstrar desagrado ao governo. Aquela que foi usada no estádio não faz bem ao país, à democracia e desrespeita a instituição da Presidência da República. Merece repúdio.
Isso não dá ao ex-presidente licença para reutilizar todos os velhos truques das falsas dicotomias que são uma agressão à inteligência alheia. O governo do PT favoreceu grandes grupos, corporações e os muito ricos através de subsídios, participações acionárias do Estado em empresas familiares e a concentração de empréstimos subsidiados às grandes empresas. Isso foi visto em bases diárias. É um atentado aos fatos dizer que são os ricos que estão contra o PT.
O pior do discurso do ex-presidente Lula, já conhecido de outras campanhas, é a sistemática acusação ao estudo, aos diplomas. Ele ataca as pessoas “que estudaram mais”, mas isso tem pouca importância para cada pessoa em si. É deletério ao coletivo porque enfraquece o valor da educação como parte do processo de construção da prosperidade pessoal e do país.
Não há área onde estejamos mais atrasados, por erros que vêm de muito tempo, do que na educação. Nem há setor que no mundo atual seja mais importante para avançarmos. Por isso, o ex-presidente Lula deveria abandonar a compulsão que manteve durante o período que governou o país e, agora, ao tentar reeleger o partido pelo quarto mandato, de desqualificar a educação formal, porque dela precisamos muito.
Em 2010, num discurso durante a campanha da atual presidente Dilma, Lula foi sincero e disse que “as pessoas ricas foram as que mais ganharam dinheiro no meu governo”. Em 2006, ele já havia dito a um grupo de repórteres, com os quais viajou durante a campanha, que “os ricos ganharam muito dinheiro no meu governo”. De fato, basta ver como o BNDES tratou os maiores grupos empresariais nessa mistura infalível que anula os riscos e catapulta os ganhos: o banco vira sócio, compra debêntures lançadas por um grupo, para que ele, capitalizado, compre outras empresas. Em seguida, empresta dinheiro à empresa a juros menores do que os pagos pelo Tesouro. Para financiar essa farra, o Tesouro se endividou em R$ 400 bilhões no mercado.
Foram os grandes grupos que pegaram as maiores parcelas desses recursos. Foram as grandes empreiteiras as beneficiadas com as obras cujo valor inicial foi sendo aumentado pelos aditivos. Num dos casos, a Refinaria Abreu e Lima, houve tantas estripulias que um dos responsáveis está na cadeia, pelo temor de que ele fuja atrás do dinheiro que depositou em suas contas fora do país.
Basta um olhar nos grandes financiadores do PT para desmentir a ideia de que só os pobres apoiam o partido. Mas esse é um discurso conveniente até porque os ricos sabem o quanto ganharam e não se importam com essa contradição entre fala e fatos. O que realmente o ex-presidente deveria evitar é dizer que estudar é o caminho para a insensibilidade, para a grosseria que foi feita no estádio, para os maus modos. Essa defesa da falta de ensino escolar esteve presente em cada palanque que subiu ao longo dos anos que governou e nas campanhas que fez. Essa é a pior forma de prejudicar o país.
Se quiser, Lula que continue com sua estratégia de acusar ricos, cercado de ricos; que ponha a culpa na imprensa pelas revelações sobre os escândalos em série no governo ou na base de apoio, mas poupe a escola de seus ataques. O que o país mais precisa é de valorizar a educação, a escola, o estudo como parte do futuro que precisamos alcançar.
Link - http://oglobo.globo.com/economia/miriam/posts/2014/06/17/estudar-nao-feio-539780.asp
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Ao lado de Armando Monteiro Neto, da elite nordestina, o ex-presidente Lula reciclou seu surrado discurso e disse que os ricos perseguem o PT. Depois de 11 anos e meio de um governo que alargou os canais de transferência de dinheiro público para os grandes grupos empresariais, essa conversa de Lula não se sustenta nos dados e nos fatos. Mas é o que ele dirá para ver se cola.
A outra parte do discurso que Lula reapresentou no último fim de semana é mais nefasta. É a ideia de que estudar atrapalha, torna a pessoa insensível e deseduca. “Comeram demais, estu- daram demais e perderam a educação”, disse o ex- presidente em um dos vários ataques aos estudos.
A maioria do país condena a forma desrespeitosa com que a presidente Dilma foi tratada no estádio Itaquerão. Há formas aceitáveis de demonstrar desagrado ao governo. Aquela que foi usada no estádio não faz bem ao país, à democracia e desrespeita a instituição da Presidência da República. Merece repúdio.
Isso não dá ao ex-presidente licença para reutilizar todos os velhos truques das falsas dicotomias que são uma agressão à inteligência alheia. O governo do PT favoreceu grandes grupos, corporações e os muito ricos através de subsídios, participações acionárias do Estado em empresas familiares e a concentração de empréstimos subsidiados às grandes empresas. Isso foi visto em bases diárias. É um atentado aos fatos dizer que são os ricos que estão contra o PT.
O pior do discurso do ex-presidente Lula, já conhecido de outras campanhas, é a sistemática acusação ao estudo, aos diplomas. Ele ataca as pessoas “que estudaram mais”, mas isso tem pouca importância para cada pessoa em si. É deletério ao coletivo porque enfraquece o valor da educação como parte do processo de construção da prosperidade pessoal e do país.
Não há área onde estejamos mais atrasados, por erros que vêm de muito tempo, do que na educação. Nem há setor que no mundo atual seja mais importante para avançarmos. Por isso, o ex-presidente Lula deveria abandonar a compulsão que manteve durante o período que governou o país e, agora, ao tentar reeleger o partido pelo quarto mandato, de desqualificar a educação formal, porque dela precisamos muito.
Em 2010, num discurso durante a campanha da atual presidente Dilma, Lula foi sincero e disse que “as pessoas ricas foram as que mais ganharam dinheiro no meu governo”. Em 2006, ele já havia dito a um grupo de repórteres, com os quais viajou durante a campanha, que “os ricos ganharam muito dinheiro no meu governo”. De fato, basta ver como o BNDES tratou os maiores grupos empresariais nessa mistura infalível que anula os riscos e catapulta os ganhos: o banco vira sócio, compra debêntures lançadas por um grupo, para que ele, capitalizado, compre outras empresas. Em seguida, empresta dinheiro à empresa a juros menores do que os pagos pelo Tesouro. Para financiar essa farra, o Tesouro se endividou em R$ 400 bilhões no mercado.
Foram os grandes grupos que pegaram as maiores parcelas desses recursos. Foram as grandes empreiteiras as beneficiadas com as obras cujo valor inicial foi sendo aumentado pelos aditivos. Num dos casos, a Refinaria Abreu e Lima, houve tantas estripulias que um dos responsáveis está na cadeia, pelo temor de que ele fuja atrás do dinheiro que depositou em suas contas fora do país.
Basta um olhar nos grandes financiadores do PT para desmentir a ideia de que só os pobres apoiam o partido. Mas esse é um discurso conveniente até porque os ricos sabem o quanto ganharam e não se importam com essa contradição entre fala e fatos. O que realmente o ex-presidente deveria evitar é dizer que estudar é o caminho para a insensibilidade, para a grosseria que foi feita no estádio, para os maus modos. Essa defesa da falta de ensino escolar esteve presente em cada palanque que subiu ao longo dos anos que governou e nas campanhas que fez. Essa é a pior forma de prejudicar o país.
Se quiser, Lula que continue com sua estratégia de acusar ricos, cercado de ricos; que ponha a culpa na imprensa pelas revelações sobre os escândalos em série no governo ou na base de apoio, mas poupe a escola de seus ataques. O que o país mais precisa é de valorizar a educação, a escola, o estudo como parte do futuro que precisamos alcançar.
Link - http://oglobo.globo.com/economia/miriam/posts/2014/06/17/estudar-nao-feio-539780.asp
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segunda-feira, 9 de junho de 2014
Uma questão sobre "registros" MTb, DRT etc. - colocada no Facebook - dá o que falar.
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DO FACEBOOK:
DÚVIDA!
RPs, eu já tenho meu CONRERP há 2 anos. Estava pensando... Eu não deveria ter meu número de registro na carteira de trabalho naquela página onde está escrito ''registro de profissões regulamentadas''?
Se sim, alguém sabe como devo proceder?
CAROS TODOS, esse negócio de MTb (e DRT) foi um artifício dos jornalistas no tempo da ditadura. Como não têm profissão regulamentada nem Conselho Profissional, usavam sua carteira de trabalho (CTPS) para não serem presos por "vadiagem" - um instrumento que as autoridades de então usavam para prender quem quisessem, sem outra justificativa. Mas por desinformação - ou má fé - até hoje alguns (muitos) se apegam a algo totalmente sem sentido. Afinal, a ditadura acabou há 25 anos! E não mais existe a figura do "responsável".
RESPONSABILIDADE TÉCNICA, aliás, só as profissões regulamentadas (como a de relações-públicas, por exemplo) exigem. Mas eles mantêm isto porque 'funciona' junto a leigos. Ainda mais num ambiente em que todo executivo ou empreendedor quer "um jornalista p'ra chamar de seu" e dar um 'jeitinho' naquela crise de imagem pública...- o que é um equívoco enorme.
É A MAIS COMPLETA "FABRICAÇÃO". É claro que uma mentira contada um milhão de vezes... mas o fato é que registro em carteira de trabalho não indica profissão mas, sim, ocupação, função, cargo.
FUI SECRETÁRIO-GERAL DO Conrerp1 e, por força de minha função, tive que aprofundar-me nessas questões e passei os três anos do mandato explicando esta "esperteza" dos coleguinhas aos nossos registrados.
FIQUEM TRANQUILOS! Sua identificação é a carteira do Conrerp, que vale como carteira de identidade em todo o país. E o que a sua CTPS deve ter no registro de emprego é a descrição de sua função.
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DO FACEBOOK:
DÚVIDA!
RPs, eu já tenho meu CONRERP há 2 anos. Estava pensando... Eu não deveria ter meu número de registro na carteira de trabalho naquela página onde está escrito ''registro de profissões regulamentadas''?
Se sim, alguém sabe como devo proceder?
CAROS TODOS, esse negócio de MTb (e DRT) foi um artifício dos jornalistas no tempo da ditadura. Como não têm profissão regulamentada nem Conselho Profissional, usavam sua carteira de trabalho (CTPS) para não serem presos por "vadiagem" - um instrumento que as autoridades de então usavam para prender quem quisessem, sem outra justificativa. Mas por desinformação - ou má fé - até hoje alguns (muitos) se apegam a algo totalmente sem sentido. Afinal, a ditadura acabou há 25 anos! E não mais existe a figura do "responsável".
RESPONSABILIDADE TÉCNICA, aliás, só as profissões regulamentadas (como a de relações-públicas, por exemplo) exigem. Mas eles mantêm isto porque 'funciona' junto a leigos. Ainda mais num ambiente em que todo executivo ou empreendedor quer "um jornalista p'ra chamar de seu" e dar um 'jeitinho' naquela crise de imagem pública...- o que é um equívoco enorme.
É A MAIS COMPLETA "FABRICAÇÃO". É claro que uma mentira contada um milhão de vezes... mas o fato é que registro em carteira de trabalho não indica profissão mas, sim, ocupação, função, cargo.
FUI SECRETÁRIO-GERAL DO Conrerp1 e, por força de minha função, tive que aprofundar-me nessas questões e passei os três anos do mandato explicando esta "esperteza" dos coleguinhas aos nossos registrados.
FIQUEM TRANQUILOS! Sua identificação é a carteira do Conrerp, que vale como carteira de identidade em todo o país. E o que a sua CTPS deve ter no registro de emprego é a descrição de sua função.
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quinta-feira, 29 de maio de 2014
Este tema - regulação da mídia - vai dar muito o que falar.
Matéria publicada no Portal Comunique-se dá conta de decisão expressa nas “Diretrizes de Programa de Governo”, que foram aprovadas pela comissão executiva do PT na noite dessa segunda-feira, 26 de maio.
É material interessante para os estudiosos da Pragmática, disciplina pouco divulgada entre nós, uma modalidade da chamada Análise do Discurso - nicho transdisciplinar das áreas de Letras, Semiótica, Psicologia Social, Comunicação e Política.
Não se consegue concluir qual o "viés" da matéria. É sensacionalista? É contra? É a favor?
Uma coisa é certa, de acordo com o texto: é ameaçadora a notícia!
Mas não fica claro quem ameaça e quem é ameaçado.
Façamos a nossa análise, despretensiosa, de três trechos da matéria (ao final deste post segue o link para a íntegra da mesma):
No documento de diretrizes, o PT reservou um capítulo para abordar o trabalho da imprensa, intitulado 'Democracia na comunicação'.
- Ué, comunicação é só imprensa?
A agremiação, que em nenhum momento cita o meio impresso, reforça que 'já é previsto' a adoção de normas relacionadas ao funcionamento de emissoras de rádios e televisão, que só vão ao ar graças ao sistema de concessão do governo.
- Já começa a confundir-se o leitor. Não existe "regulação" possível sobre o que se imprime no país. Já para as concessões públicas de rádio e TV, temos regulamentos, a começar por um Código de Telecomunicações de 1962.
'Uma nova regulação dos meios de comunicação deve proteger e promover os direitos humanos e combater os monopólios', informa parte do documento, que não faz qualquer menção a casos que supostamente seriam considerados monopólios – o que, na visão do partido, mereceria ser combatido.
- Cerne da questão: o abuso do poder econômico, e anticoncorrencial, que significa práticas monopólio, duopólio ou, até, oligopólio. O problema da concentração, que sempre foi abordado pelo viés da audiência (o viés errado, a nosso ver), no caso da mídia, agora, ao que parece, volta-se ao leito normal das discussões sobre trust, propriedade cruzada, contratos de gaveta, joint ventures pouco ou nada transparentes, "venda casada" e por aí vai.
Nossa opinião: se o Executivo, o Legislativo e o Judiciário reunirem a coragem para tocar nisso, sairá o Brasil desta liça mais democrático do que é hoje.
LINK - http://portal.comunique-se.com.br/index.php/comunicacao/74424-info
É material interessante para os estudiosos da Pragmática, disciplina pouco divulgada entre nós, uma modalidade da chamada Análise do Discurso - nicho transdisciplinar das áreas de Letras, Semiótica, Psicologia Social, Comunicação e Política.
Não se consegue concluir qual o "viés" da matéria. É sensacionalista? É contra? É a favor?
Uma coisa é certa, de acordo com o texto: é ameaçadora a notícia!
Mas não fica claro quem ameaça e quem é ameaçado.
Façamos a nossa análise, despretensiosa, de três trechos da matéria (ao final deste post segue o link para a íntegra da mesma):
No documento de diretrizes, o PT reservou um capítulo para abordar o trabalho da imprensa, intitulado 'Democracia na comunicação'.
- Ué, comunicação é só imprensa?
A agremiação, que em nenhum momento cita o meio impresso, reforça que 'já é previsto' a adoção de normas relacionadas ao funcionamento de emissoras de rádios e televisão, que só vão ao ar graças ao sistema de concessão do governo.
- Já começa a confundir-se o leitor. Não existe "regulação" possível sobre o que se imprime no país. Já para as concessões públicas de rádio e TV, temos regulamentos, a começar por um Código de Telecomunicações de 1962.
'Uma nova regulação dos meios de comunicação deve proteger e promover os direitos humanos e combater os monopólios', informa parte do documento, que não faz qualquer menção a casos que supostamente seriam considerados monopólios – o que, na visão do partido, mereceria ser combatido.
- Cerne da questão: o abuso do poder econômico, e anticoncorrencial, que significa práticas monopólio, duopólio ou, até, oligopólio. O problema da concentração, que sempre foi abordado pelo viés da audiência (o viés errado, a nosso ver), no caso da mídia, agora, ao que parece, volta-se ao leito normal das discussões sobre trust, propriedade cruzada, contratos de gaveta, joint ventures pouco ou nada transparentes, "venda casada" e por aí vai.
Nossa opinião: se o Executivo, o Legislativo e o Judiciário reunirem a coragem para tocar nisso, sairá o Brasil desta liça mais democrático do que é hoje.
LINK - http://portal.comunique-se.com.br/index.php/comunicacao/74424-info
quinta-feira, 22 de maio de 2014
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Jornalista: uma profissão de fé!
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Guardemos o 7 de abril com carinho e garra! Parabéns aos jornalistas no seu dia! Na minha cidade, São Paulo, há até uma rua cujo nome é esta data!
Depois de Relações Públicas eu quis cursar Jornalismo - que também AMO de paixão - mas não foi possível. Mas que esta coisa de escrever todo dia e ter a responsabilidade de juntar, hoje, o ontem com o amanhã - pensando no leitor - "pega" na gente, ah... isso pega!
Faço este trabalho na internet, meu "meio", nos veículos que edito; blogs, websites, nas redes sociais e, agora, no Portal do Observatório da Comunicação Institucional - OCI - finalmente obtido; meu "elemento essencial de trabalho".
Todo jornalista insatisfeito com o jornalismo (repare, aqui, no "j"o minúsculo) que se pratica do Brasil deveria insurgir-se, "equipar-se" intelectualmente sobre empreendedorismo, juntar-se a um colega publicitário (de um meio profissional que também anda frustrando por aí) e criar veículos.
Nas cidades vizinhas do Rio de Janeiro (São Gonçalo, Itaboraí, Macaé, Petrópolis, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Queimados, Volta Redonda, Paraty e outras - ou seja, nem precisa ir para o "interiorzão" do país) há veículos de comunicação ralos e toscos, jornalística e publicitariamente tratando; nos bairros, nas comunidades, nas cooperativas...
Esta atitude elevaria não só o PIB brasileiro, mas - principalmente - o nível de cidadania da população.
#AMO_O_BOM_JORNALISMO!
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Guardemos o 7 de abril com carinho e garra! Parabéns aos jornalistas no seu dia! Na minha cidade, São Paulo, há até uma rua cujo nome é esta data!
Depois de Relações Públicas eu quis cursar Jornalismo - que também AMO de paixão - mas não foi possível. Mas que esta coisa de escrever todo dia e ter a responsabilidade de juntar, hoje, o ontem com o amanhã - pensando no leitor - "pega" na gente, ah... isso pega!
Faço este trabalho na internet, meu "meio", nos veículos que edito; blogs, websites, nas redes sociais e, agora, no Portal do Observatório da Comunicação Institucional - OCI - finalmente obtido; meu "elemento essencial de trabalho".
Todo jornalista insatisfeito com o jornalismo (repare, aqui, no "j"o minúsculo) que se pratica do Brasil deveria insurgir-se, "equipar-se" intelectualmente sobre empreendedorismo, juntar-se a um colega publicitário (de um meio profissional que também anda frustrando por aí) e criar veículos.
Nas cidades vizinhas do Rio de Janeiro (São Gonçalo, Itaboraí, Macaé, Petrópolis, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Queimados, Volta Redonda, Paraty e outras - ou seja, nem precisa ir para o "interiorzão" do país) há veículos de comunicação ralos e toscos, jornalística e publicitariamente tratando; nos bairros, nas comunidades, nas cooperativas...
Esta atitude elevaria não só o PIB brasileiro, mas - principalmente - o nível de cidadania da população.
#AMO_O_BOM_JORNALISMO!
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segunda-feira, 17 de março de 2014
Aluga-se jornalista - bastante rodado - registro CT na DRT do MTb #171.
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Dirigi cursos de Comunicação por oito anos, no Rio de Janeiro.
E advogo veementemente a volta da exigência do diploma de nível superior para o exercício da profissão de jornalista.
Parece haver ainda muitas viúvas de um conceito imposto pela ditadura em 1967 (baseada noutro, da igualmente ditatorial Igreja Católica - nesta, milenar), a tal da Comunicação "Social" - agora felizmente varrido da história, com as novas diretrizes curriculares nacionais (MEC, 2013).
Ora, nada contra a liberdade de qualquer pessoa expressar-se, inclusive via a chamada "grande mídia". Está na Constituição Federal de 1988, tanto nos artigos referentes a Comunicação quanto nos que se referem a Cultura (vem dois primeiros 'links' em: http://www.marketing-e-cultura.com.br/.../pg06-abcd.html).
Mas daí a confundir-se isto com exercício PROFISSIONAL parece-me algo equivocado.
O exercício do jornalismo só desceu a patamares tão vergonhosos - como os que se pratica no Brasil, por causa do - baixo - nível de seus empreendedores (ainda pouco ou nada se ensina sobre "Negócios" ou "Marketing" ou "Empreendedorismo" nos bacharelados de Jornalismo), muitos deles venais (ainda numa aula deste sábado, 15 de março, lembrávamos Chatô e o acervo do MASP, conseguido sob chantagem), políticos "profissionais" (a quem é vedado possuir concessões públicas) e mercadores tão toscos quanto "expertos". Sobre esta verdadeira tragédia nacional escrevi em 15/02/2011:
Tragédia brasileira em dez atos. Ou Triste Decálogo. Ou - parafraseando O Globo: "Ilegal... e daí?"
01) Os patrões conseguem do "Proer da Mídia" o mandato (e a grana) para manter o status quo do tempo da "integração nacional";
02) Os patrões mantêm e intensificam a propriedade cruzada e a consolidação das redações (onde o jornalista trabalha para todos os veículos "da casa" pelo mesmo salário);
03) Os patrões obtêm a derrubada do diploma para o exercício do jornalismo;
04) Os patrões boicotam qualquer iniciativa de supervisão da cidadania, da sociedade civil organizada ou do Estado Democrático de Direito à comunicação de massa;
05) Os patrões conseguem fundir os negócios da comunicação de massa (coisa de uma casa de bilhão) com telecomunicações (coisa que está em duas casas mas que vai chegar a três já-já);
06) Os patrões exigem o cumprimento da Constituição Federal (que descumprem) para tentar frear as empresas estrangeiras de internet (ramo em que também atuam);
07) Os patrões recusam-se (contra a lei) a produzir mais internamente (no país) - inclusive jornalismo - e insistem nos enlatados importados cada vez mais baratos (em custo e nível cultural);
08) Os patrões recusam -se (também contra a lei) a regionalizar a produção de TV;
09) Os patrões abertamente resolvem entregar o exercício do jornalismo a qualquer um, sem o pagamento de salários (o mesmo que fazem com os "atores" dos reality shows);
10) Os patrões estabelecem os preços da veiculação comercial (propaganda), em oligopólio, que, no Brasil, é a mais cara do mundo em dólar [ao lado da telefonia celular, da banda larga (larga?)] e da TV por assinatura.
Com tais "tábuas legais", onde vamos parar?
Mais:
(1) Único instituto "útil" da Lei de Imprensa foi derrubado - sem que nada tenha sido posto em seu lugar, na defesa da cidadania - junto com a exigência do diploma - "contribuições" perpetradas pela mesma mente "brilhante" do Sr. Gilmar Mendes.
(2) Mídia Ninja ajuda, mas não salva - vide a "volta" que levou do neo-malandro Zona Sul (com ginga de morro Zona Norte), Eduardo Paes.
Ainda sobre o tema em: http://marcondes-at-blog.blogspot.com.br/2009/08/pgi-partido-da-grande-imprensa-mais-do.html.
Só uma informação a mais, necessária.
Não existe este negócio de "registro no MT".
O Ministério do Trabalho e Emprego (isso sim) não tem poder nem missão de conceder registros profissionais...
No passado, sobretudo com relação a profissões não regulamentadas (como sempre foi a dos jornalistas), a Delegacia Regional do Trabalho atestava as anotações da CTPS (Carteira de Trabalho e Previdência Social) do trabalhador e isto servia como comprovação de atividade. Isto ocorria em muitas ocupações, incluindo a de ator, como um outro exemplo da época, além do jornalista. Assim, o "portador" da CTPS não podia ser preso por "vadiagem" - uma das armadilhas que a ditadura usava para prender pessoas...
Tal cenário extinguiu-se com a Constituição Federal de 1988 e a redemocratização do país. Além da retomada da exigência do diploma de nível superior, os jornalistas profissionais deveriam lutar pela criação de seu Conselho Profissional - iniciativa abortada por patrões quando Governo Lula acenou com a medida. Isto, sim, seria regulamentação da profissão no ambiente atual, no qual tornou-se absolutamente anacrônico (desde 1988), indevido e inócuo declarar qualquer situação "profissional" com a numeração da carteira de trabalho ao lado de siglas como MTb, DRT...
Ter atuado como jornalista não concede a ninguém o "benefício eterno" de ser jornalista profissional. Assim como ser dono de veículo também não o faz (Mino Carta sempre repete que o Brasil é o único país no qual jornalistas e patrões consideram-se "colegas").
O mesmo tipo de raciocínio "torto", infelizmente, preside a concessão de carteirinhas de "IMPRENSA" a quem filia-se a sindicatos, permitindo a tantos, indevidamente, dar "carteiradas" por aí, como se jornalistas fossem. Quem se gradua em Jornalismo é bacharel em Jornalismo. Situação análoga à do bacharel em Direito, que advogado ainda não é. Jornalista é quem atua em veículo de comunicação - e quase nunca registrado como "jornalista" (quando não são PJs), mas, sim, como "repórter", "redator", "editor", "correspondente", "apresentador". Noutro tipo de empreendimento, a atividade que se tem é outra e atribuir-se o título de "jornalista" nesses casos pode - até - ser considerado uma atitude de má-fé.
Está certo que, cá entre nós, a 'assessoria-jabuticaba-brasileira-de-imprensa' levou todos os executivos e personalidades necessitadas de divulgação a quererem ter um "jornalista-p'ra-chamar-de-seu", mas confundir as atividades diante de um leigo, exercer a condenável "dupla militância" jornalista/assessor e fazer tráfico de influência junto a "coleguinhas" de redação deveriam ser práticas banidas pelos próprios jornalistas em seu inteiro benefício, resgate da dignidade da profissão, do Jornalismo e da Imprensa como instituições, e do empreendimento em comunicação no Brasil - coisa que nos falta pelo ensino indigente - ou inexistente - de disciplinas de "Negócios", "Marketing" ou "Empreendedorismo" nos cursos de Jornalismo, país afora.
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Dirigi cursos de Comunicação por oito anos, no Rio de Janeiro.
E advogo veementemente a volta da exigência do diploma de nível superior para o exercício da profissão de jornalista.
Parece haver ainda muitas viúvas de um conceito imposto pela ditadura em 1967 (baseada noutro, da igualmente ditatorial Igreja Católica - nesta, milenar), a tal da Comunicação "Social" - agora felizmente varrido da história, com as novas diretrizes curriculares nacionais (MEC, 2013).
Ora, nada contra a liberdade de qualquer pessoa expressar-se, inclusive via a chamada "grande mídia". Está na Constituição Federal de 1988, tanto nos artigos referentes a Comunicação quanto nos que se referem a Cultura (vem dois primeiros 'links' em: http://www.marketing-e-cultura.com.br/.../pg06-abcd.html).
Mas daí a confundir-se isto com exercício PROFISSIONAL parece-me algo equivocado.
O exercício do jornalismo só desceu a patamares tão vergonhosos - como os que se pratica no Brasil, por causa do - baixo - nível de seus empreendedores (ainda pouco ou nada se ensina sobre "Negócios" ou "Marketing" ou "Empreendedorismo" nos bacharelados de Jornalismo), muitos deles venais (ainda numa aula deste sábado, 15 de março, lembrávamos Chatô e o acervo do MASP, conseguido sob chantagem), políticos "profissionais" (a quem é vedado possuir concessões públicas) e mercadores tão toscos quanto "expertos". Sobre esta verdadeira tragédia nacional escrevi em 15/02/2011:
Tragédia brasileira em dez atos. Ou Triste Decálogo. Ou - parafraseando O Globo: "Ilegal... e daí?"
01) Os patrões conseguem do "Proer da Mídia" o mandato (e a grana) para manter o status quo do tempo da "integração nacional";
02) Os patrões mantêm e intensificam a propriedade cruzada e a consolidação das redações (onde o jornalista trabalha para todos os veículos "da casa" pelo mesmo salário);
03) Os patrões obtêm a derrubada do diploma para o exercício do jornalismo;
04) Os patrões boicotam qualquer iniciativa de supervisão da cidadania, da sociedade civil organizada ou do Estado Democrático de Direito à comunicação de massa;
05) Os patrões conseguem fundir os negócios da comunicação de massa (coisa de uma casa de bilhão) com telecomunicações (coisa que está em duas casas mas que vai chegar a três já-já);
06) Os patrões exigem o cumprimento da Constituição Federal (que descumprem) para tentar frear as empresas estrangeiras de internet (ramo em que também atuam);
07) Os patrões recusam-se (contra a lei) a produzir mais internamente (no país) - inclusive jornalismo - e insistem nos enlatados importados cada vez mais baratos (em custo e nível cultural);
08) Os patrões recusam -se (também contra a lei) a regionalizar a produção de TV;
09) Os patrões abertamente resolvem entregar o exercício do jornalismo a qualquer um, sem o pagamento de salários (o mesmo que fazem com os "atores" dos reality shows);
10) Os patrões estabelecem os preços da veiculação comercial (propaganda), em oligopólio, que, no Brasil, é a mais cara do mundo em dólar [ao lado da telefonia celular, da banda larga (larga?)] e da TV por assinatura.
Com tais "tábuas legais", onde vamos parar?
Mais:
(1) Único instituto "útil" da Lei de Imprensa foi derrubado - sem que nada tenha sido posto em seu lugar, na defesa da cidadania - junto com a exigência do diploma - "contribuições" perpetradas pela mesma mente "brilhante" do Sr. Gilmar Mendes.
(2) Mídia Ninja ajuda, mas não salva - vide a "volta" que levou do neo-malandro Zona Sul (com ginga de morro Zona Norte), Eduardo Paes.
Ainda sobre o tema em: http://marcondes-at-blog.blogspot.com.br/2009/08/pgi-partido-da-grande-imprensa-mais-do.html.
Só uma informação a mais, necessária.
Não existe este negócio de "registro no MT".
O Ministério do Trabalho e Emprego (isso sim) não tem poder nem missão de conceder registros profissionais...
No passado, sobretudo com relação a profissões não regulamentadas (como sempre foi a dos jornalistas), a Delegacia Regional do Trabalho atestava as anotações da CTPS (Carteira de Trabalho e Previdência Social) do trabalhador e isto servia como comprovação de atividade. Isto ocorria em muitas ocupações, incluindo a de ator, como um outro exemplo da época, além do jornalista. Assim, o "portador" da CTPS não podia ser preso por "vadiagem" - uma das armadilhas que a ditadura usava para prender pessoas...
Tal cenário extinguiu-se com a Constituição Federal de 1988 e a redemocratização do país. Além da retomada da exigência do diploma de nível superior, os jornalistas profissionais deveriam lutar pela criação de seu Conselho Profissional - iniciativa abortada por patrões quando Governo Lula acenou com a medida. Isto, sim, seria regulamentação da profissão no ambiente atual, no qual tornou-se absolutamente anacrônico (desde 1988), indevido e inócuo declarar qualquer situação "profissional" com a numeração da carteira de trabalho ao lado de siglas como MTb, DRT...
Ter atuado como jornalista não concede a ninguém o "benefício eterno" de ser jornalista profissional. Assim como ser dono de veículo também não o faz (Mino Carta sempre repete que o Brasil é o único país no qual jornalistas e patrões consideram-se "colegas").
O mesmo tipo de raciocínio "torto", infelizmente, preside a concessão de carteirinhas de "IMPRENSA" a quem filia-se a sindicatos, permitindo a tantos, indevidamente, dar "carteiradas" por aí, como se jornalistas fossem. Quem se gradua em Jornalismo é bacharel em Jornalismo. Situação análoga à do bacharel em Direito, que advogado ainda não é. Jornalista é quem atua em veículo de comunicação - e quase nunca registrado como "jornalista" (quando não são PJs), mas, sim, como "repórter", "redator", "editor", "correspondente", "apresentador". Noutro tipo de empreendimento, a atividade que se tem é outra e atribuir-se o título de "jornalista" nesses casos pode - até - ser considerado uma atitude de má-fé.
Está certo que, cá entre nós, a 'assessoria-jabuticaba-brasileira-de-imprensa' levou todos os executivos e personalidades necessitadas de divulgação a quererem ter um "jornalista-p'ra-chamar-de-seu", mas confundir as atividades diante de um leigo, exercer a condenável "dupla militância" jornalista/assessor e fazer tráfico de influência junto a "coleguinhas" de redação deveriam ser práticas banidas pelos próprios jornalistas em seu inteiro benefício, resgate da dignidade da profissão, do Jornalismo e da Imprensa como instituições, e do empreendimento em comunicação no Brasil - coisa que nos falta pelo ensino indigente - ou inexistente - de disciplinas de "Negócios", "Marketing" ou "Empreendedorismo" nos cursos de Jornalismo, país afora.
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