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Uma reflexão independente sobre a mídia.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Olha o absurdo que deu... n'O Globo!


Passaralho

Semana passada, a diretoria da Petrobras bateu o martelo. Será de uns 30% o corte de gastos da estatal na área de comunicação.

A área, que tinha 1.100 profissionais (jornalistas, publicitários e agregados), deve cair para 600 em todo o país.

(O Globo, P. 10 - coluna de Ancelmo Gois).

COMENTÁRIO

A Petrobras é o maior conglomerado de comunicações do país. Sempre foi, aliás. Seus jornalistas, radialistas e técnicos de áudio e vídeo concursados formam a maior redação brasileira - à prova de 'passaralhos' como os do título. Seus publicitários, 'designers', produtores gráficos, fotógrafos e produtores audiovisuais constituem a maior agência de propaganda tupiniquim (e à prova da perda de contas... afinal o cliente é um só). Seus errepês concursados dão banho 'de lavada' nas mirradas equipes das agências multinacionais de Relações Públicas instaladas no país (e são do tipo que nem cuidam do tal do 'gerenciamento de crises'... pois isto fica para 'coleguinhas de jornal' terceirizados e super-especializados em fazer a 'contenção da imprensa' - nome técnico da coisa).

Como se este exército - que produz toneladas de papel e terabytes de blá-blá-blá político-corporativo - não bastasse, as excelsas diretorias contratam, a seu bel-prazer, outros batalhões de 'coleguinhas' para 'dar conta do recado'... porque, afinal, ninguém é de ferro...

Testemunhei (ninguém me contou, não) jornalistas-concursados que tinham como única função administrar... jornalistas terceirizados para fazer... o seu (deles) trabalho! E que, rapidamente, ao assumir uma seção de comunicação (interna, sempre), mudavam o nome dos informativos (ditos doravante, 'veículos') para 'Jornal do E&P', 'Jornal do Abast', 'Jornal do Edise'. Tal 'batismo' garantiria criar cargos (chamando mais 'coleguinhas' amigos) de 'editor-chefe', 'redator', 'repórter', 'repórter fotográfico', 'diagramador-planejador-gráfico', e por aí vai... Ou seja... um verdadeiro armário, pleno de cabides.

Agora que bateu a crise, a Petrobras vai reduzir a mão de obra comunicóloga... mas não vai restringir-se aos concursados (mesmo com números recordes, no mundo)... vai, tão somente, reduzir as 'boquinhas', as penas de aluguel - rachar à metade a politicalha que só cuida de entrincheirar seus chefetes encastelados em cada diretoria, superintendência, gerência, chefia, atrás de 'veículos' auto-elogiativos, inúteis, perdulários - mas que fazem a alegria de hordas e hordas de estudantes de comunicação 'concurseiros' frustrados que, de outra maneira, jamais conseguiriam emprego no mais chinfrim dos blogues alheios - sim, porque nem assunto para pautas próprias este povo tem.

Lástima!
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quinta-feira, 9 de julho de 2015

Um político brasileiro. Com defeitos. Mas com lucidez de sobra. Em dois tempos.

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Leonel Brizola:

1) No Programa do Jô, enfrentando plateia e audiência, ousando desnudar a "blitzkrieg" do "establishment" - https://www.youtube.com/watch?v=Bk0S_Q-EiG0

2) No Roda Viva, desnudando Lula e FHC - https://www.youtube.com/watch?v=RxYbd7Tvi7U 
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domingo, 5 de julho de 2015

DESIGN "TICKING". Do Rio de Janeiro, em 5 de julho de 2015.



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Isso mesmo... tic-tac... tic-tac... tic-tac...

Lê-se, hoje, n'O Globo (caderno Boa Chance, P. 6), a seguinte nota:

Profissão "designer" - A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou, essa semana, em Brasília, o PL - Projeto de Lei - 4.692/2012, que visa ao registro oficial da ocupação. O próximo e último desafio é conseguir a aprovação do Senado Federal. Atualmente, são mais de 179 escolas espalhadas pelo país que oferecem o curso de "designer" de interiores. De acordo com a Associação Brasileira de Designers de Interiores (ABD), mais de 80 mil profissionais da área já atuam no mercado de trabalho.

NOTA (minha): No mesmo ano de 2012, aliás, começou a funcionar no Brasil, o Sistema CAU, de Conselhos (Federal e Regionais) de Arquitetura e Urbanismo, entidade (criada pela lei 12.378/2010) de profissionais que tiveram a coragem e o desprendimento de sair de sob a fortíssima égide do CREA para seguir sua própria trilha, o seu próprio destino. Não se menciona, na matéria, mas o país é berço de "designers" nos mais diversos campos, tais como de paisagismo (Burle Marx), além do de arquitetura e urbanismo (Oscar Niemeyer e Lucio Costa), mobiliário (Sergio Rodrigues e Joaquim Tenreiro), e de marcas (Aloisio Magalhães, criador da marca da UERJ, pontuo), entre outros.

Enquanto isso...

Uma categoria de profissionais formada na esteira de uma área consagrada no país desde 1914, (apenas 8 anos depois de sua criação nos Estados Unidos), que teve seu pioneiro curso de especialização na FGV, em 1953 (da qual meu professor - e mentor - Manoel Maria de Vasconcellos foi aluno), e a fundação de sua primeira ONG, a ABRP, em 1954 - base, também, da reivindicação de ser considerada a atividade mais que ocupação, uma profissão regulamentada - coloca-se omissa e declinante de registros (apesar da centena de escolas idem espalhadas pelo país), justamente no momento em que vislumbra (logo ali, em setembro) sua autonomia e independência acadêmicas, com as novas DCNs - reflexo da importância que a gestão de relacionamentos e de reputações ganhou em todos os círculos de negócios, além do Estado e do Terceiro Setor.

O tempo passa para todas... as atividades

No nosso caso, das Relações Públicas brasileiras, temos um capital imenso - este é meu juízo - com lei, regulamentação, doutrina, jurisprudência firmada, estrutura de conselhos regionais e federal, formação em nível de graduação a doutorado, uma base de muito mais de 100 mil formados e potencial de mais de 30 mil registros ativos - entre pessoas físicas e jurídicas, além das posições no serviço público (que em 90% dos casos cumpre a lei - em 10% não cumprida por desconhecimento e incompetências de setores de RH estatais e privados - cuja maioria esmagadora é corrigida após a intervenção do Sistema Conferp-Conrerp), e vamos deixar isto ser tomado pela sanha desregulamentadora, mãe da "financeirização", terceirizações e precarização do trabalho, mundo afora? Vamos deixar nosso mercado ser tomado por jornalistas (e outrem) em desvio de função, praticando - só - imoral tráfico de influência? Até quando assistiremos a oportunistas lutando pela mudança de leis e regulamentos para - além de imorais, ilegais e antiéticos - tornarem-se "legais", "regulares", "exemplares"?

Oportunismo, arrivismo, má-fé e mau-caratismo

Lembremos o caso da lei discricionária de Getúlio Vargas, que editou-a apenas para atender a UMA pessoa, na maior canetada da nossa história republicana. Pois é, há um verdadeiro pelotão de pessoas trabalhando para que algumas, senão uma pessoa, aufira o registro de relações-públicas. Mas não se trata, este, de um mero caso de parentela - ou só compadrio - como no da lei discricionária sancionada por Getúlio Vargas - caso muito bem contado, aliás, no livro "Chatô, o rei do Brasil", de Fernando Morais - a qual deu acesso individual a um (suposto) "direito", mas a abertura de uma brecha, o verdadeiro arrombamento (aqui, agora, e alhures - há tempos - já anunciado) de uma porteira que dizimará nossa querida, e única no mundo, formação superior; aquela forjada na ideia sueca (Suécia: "mátria" da profissão) de "ombudsman" (quando somos, nas organizações, representantes de quem está fora dela) e não pela simples "tomada da mídia" pelo poder das "corporações-clientes" via suas poderosas assessorias "de imprensa" - autêntica jabuticaba brasileira com os dias contados sob tal rótulo e, por isso, necessitada urgente da nossa denominação ("public relations") - que é universal.

Robert Zemeckis inspira

Depois disso virá o desmantelamento do próprio sistema de regulação da nossa (hoje) privativa responsabilidade técnica (R.T.) de "informação de caráter institucional" (nossos conselhos), e o fim dos cursos de graduação em RP (algo também já em curso, fruto da ação do mesmo pelotão). Ou seja, nossos diplomas - de verdade - como que desaparecerão, a exemplo - na ficção - das fotos familiares do personagem Marty McFly na saga cinematográfica de "Back to the future".

Quem viver - sem agir - verá.
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segunda-feira, 25 de maio de 2015

Nervos de Aço: os limites da divulgação. Ou... para além do 'media training' e de 'media relations'.


Interessante argumentação - pró e contra - os limites da divulgação (publicity), principal papel das relações públicas no mundo anglo-saxão.

Falar à imprensa é sempre algo tenso. Para os falantes - as tais "fontes" - e seus attachés de presse (que suam frio até o apagar dos sun guns). Por isso mesmo, aliás, hordas de assessores "de imprensa", jornalistas na esmagadora maioria das vezes, faturam alto com media training

No Brasil, sabemos, o estatuto acadêmico ampliou em muito o espectro de ação das relações públicas. E por que será que isto aconteceu?

Interessante indagar - neste ponto - quem veio antes, no país; se o relações-públicas ou o assessor "de imprensa".

Link - http://www.portalimprensa.com.br/noticias/brasil/72056/em+artigo+ancora+de+canal+britanico+comenta+entrevista+frustrada+com+robert+downey+jr

Ivy Lee deve ter passado pela questão, mas não temos registro sobre tal "problematização" à época. Afinal, os jornais eram feiosos, sujavam muito as mãos dos leitores, e a propaganda que se via neles talvez chamasse menos atenção que as notícias, tão rudimentar a sua produção - em nada comparável à de hoje.

Fato é que no Brasil, quando as relações públicas chegaram "com força" (a inauguração havida na Light fora, de fato, pioneira, mas não acompanhada de outros atores de peso na indústria, no comércio, nos serviços), ou seja, nas décadas de 1950 e 1960, com os marcos de 1954 (fundação da ABRP), e de 1967 (com a regulamentação da profissão), os jornalistas (desempregados ou não - pasme!) já ocupavam o lugar de media relations. O resto é história.

Uma tese: o currículo escolar superior da recém-criada "habilitação" da Comunicação "Social"(*), em fins dos anos 1960, ocupou-se de outras coisas para que se deixasse espaço para a - imoral - dupla militância dos jornalistas, um claro e ilegal "desvio de função" que interessava ao - dúbio - exercício do poder, na época. A Administração flertara com as novas técnicas - eventos, ombudsmania, goodwilling, edição de house organs - mas o MEC, sob linha dura, acabou com o namoro. E o resto, aqui, também é história.

(*) O mostrengo curso de Comunicação "Social" foi uma imposição da ditadura, adotada para manter o controle, via mídia, de corações e cérebros. Felizmente, com as novas diretrizes curriculares nacionais para ambos os bacharelados, em Jornalismo e em Relações Públicas, a vigorar em setembro de 2015, o frankenstein se vai de vez, e as duas áreas ganham autonomia e independência acadêmicas.
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segunda-feira, 11 de maio de 2015

Terceirizaram a razão...

ONTEM, na Bandeirantes, o programa Canal Livre prestou um enorme desserviço à sua audiência. E o seu entrevistado, outro - também grande - à sua biografia docente. No final, acabou entregue. Aos 80 anos, o professor já estaria aposentado há 5 anos, com PEC-da-bengala e tudo. Colocou-se ele, então, como um porta-voz da FIESP - de uma FEA/USP, aliás, sempre submetida a "patrocinadores do establishment".

Na primeira rodada de falas, já trataram, entrevistadores e entrevistado, de "enterrar" o esclarecimento do que seriam áreas "meio" e áreas "fim" - objeto central dos debates em torno da PEC da Terceirização Total.

O resto foi o resto, decepcionante.

Gostaria de saber quais entrevistadores ali são "PJ" e quais são contratados CLT da emissora. Sem saber isto, fica mesmo difícil, senão "impossível" - como, aliás, disseram -, definir o que é atividade-meio e o que é atividade-fim.
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quinta-feira, 30 de abril de 2015

HOJE, na Band News FM... o recado do bilheteiro-chefe.

... a jornalista entrevistava o "Ticketing Director" dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, 2016, Sr. Donovan Ferreti, e ele dizia - respondendo à indagação dela sobre críticas feitas ao "modus operandi" da venda de ingressos - que "o sistema de sorteios por ingressos (cuja inscrição foi prorrogada até o dia 6 de maio) é fruto de um processo de aprimoração (sic) constante".

Como escreveria Ancelmo Gois, "Ticketing Director" é o cacete!
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domingo, 19 de abril de 2015

The Naked Brand... o filme - E nada mais foi como antes.

Vamos ser transparentes?

Sept, 25, 2014 (Bloomberg) - The Naked Brand (2013) takes aim at traditional advertising and its future. With their constant use of technology and social media, today's consumers are smarter and more invested in what they buy and marketers are taking advantage of this newly empowered customer by creating transparent and positive stories about their companies and products.

Sobre o documentário: https://www.youtube.com/watch?v=GxPS5th-y_Q

O documentário "A Marca Nua", de Sherng-Lee Huang e Jeff Rosenblum, citado na matéria acima, põe seu foco na propaganda tradicional e seu futuro - na opinião do fundador da marca Patagonia, Yvon Chouinard, "nenhum futuro".

A chave para entender o fenômeno atual é a tecnologia, mas não as tecnologias usadas pelas corporações para vender e, sim, o - intensivo uso - antes de comprar - de tecnologia pelos consumidores, notadamente as redes sociais propiciadas (e fundadas sobre) a internet e a telefonia móvel (cuja combinação dá em telemática) - tornando-o mais atento e provido de "inteligência comparativa" na hora de comprar e/ou consumir. Alguns - poucos - profissionais de marketing já estão posicionados para atender este empoderado cliente, usando, principalmente a transparência e relatos positivos reais - postados na web pelos próprios consumidores - sobre produtos e empresas.

Sobre transparência: https://www.youtube.com/watch?v=3OEIGIhhofQ

Para mais: http://mmmneto.wix.com/rpcanal?hc_location=ufi 
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