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Uma reflexão independente sobre a mídia.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Jornalismo é - bom - negócio. Jornalistas, empreendam!

Deu n'O Globo de ontem (27/02/2015): IMPRENSA - Dia 4 de março começa a circular na internet o jornal "Fatoonline". Na redação, os jornalistas Orlando Britto, Rudolfo Lago, Cecilia Maia, Andrei Meirelles, Helena Chagas​ e outros.

É auspicioso ver jornalistas empreenderem. Esta é "a" saída para o jornalismo brasileiro.

É por este motivo que tanto insisto que as graduações em Jornalismo incluam em suas grades curriculares as disciplinas de Administração, Ciências Contábeis, Finanças, Marketing e RH. Pelo menos como eletivas.
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

É belo...


Mas... é a essência de um mal - o "storytelling" nocivo... aquele que migrou da Literatura e da Propaganda para o Jornalismo e para as Relações Públicas Picaretas.

LINK - http://noticias.terra.com.br/popular/noticias/0,,OI106018-EI1141,00-Reporter+que+inventava+dados+escreveu+textos.html
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Família degradada. Por Flávia Oliveira.

"Juiz dá aula de ética em sentença sobre morte de filho de Cissa Guimarães. Lição serve a todos que encobrem ilícitos da cria...".

É preciso coragem para abordar este tema. E a jornalista Flávia Oliveira o faz neste texto publicado no jornal O Globo de 01/02/2015.

Leia a íntegra do texto publicado originalmente à página 36 daquela edição:

http://oglobo.globo.com/sociedade/familia-degradada-15210670
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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

CLIPPING ATRASADO e... STORYTELLING...


"Levy acha que a sociedade brasileira, desde o ano passado, vem defendendo mudanças, e ele entende essa demanda, na área dele, como a de uma reorientação para mais consistência fiscal, mais fortalecimento da economia...".

Miriam Leitão contando, n'O Globo de 18/12, a entrevista que lhe concedeu na véspera, na Globo News, o futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

Estou na dúvida... 

Quem será o melhor contador de estórias... ou será contorcionista? A inefável jornalista em seu 'storytelling', ou o futuro ministro, em seu genuíno delírio de que as manifestações de 2013 pediam seu remédio... ou seja, arrocho.

Se estive no Brasil - e estive - durante os meses de junho e julho do ano passado, os manifestantes (pré-Black Blocs) não pediam arrocho, e sim, pediam... não, exigiam... MAIS gastos em transporte público do que em transporte aéreo de 'autoridades', MAIS gastos com saúde da população que com 'autoridades' no Sírio-Libanês, MAIS gastos com educação de todos que com a educação superior dos filhos de magistrados.

A "narrativa" de Miriam Leitão sobre o jornalismo que ele mesma pratica é um exemplo acabado - e competente - de 'storytelling' a serviço da má-fé, da mentira, da meia-verdade, da enganação, da propaganda enganosa.
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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Lembrando Manoel Maria de Vasconcellos.


Pioneiro das Relações Públicas e do marketing no Brasil, cursou a primeira especialização em Relações Públicas ministrada no país (por Eric Carlson), na EBAP/FGV, em 1953/54.

Foi presidente da ABP (Associação Brasileira de Propaganda) no biênio 1954/55. Fez parte da equipe de especialistas que, também na FGV, decidiu não traduzir a palavra "marketing" no Brasil.

Foi diretor-superintendente do Banco Nacional e patrocinador do primeiro telejornal em rede nacional - por isso denominado "Jornal Nacional", que ontem, 01/09, completou 45 anos da estreia, na Rede Globo.

Foi o primeiro diretor da FCS/UERJ (1986/87) e meu professor no IPCS/UERJ em 1980/81.

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domingo, 27 de julho de 2014

RRPP SÃO BUSINESS!

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Estou produzindo um "curta" sobre o tema "2014 - Cem Anos de Relações Públicas no Brasil", e os depoimentos até agora são de cair o queixo.

Os mais antigos - todos - atuaram no nível de "board" das empresas - como acontecia, e ainda acontece hoje, nos países mais desenvolvidos. O que estragou tudo foi a "desimportância" da tal da Comunicação "Social" no universo dos donos de empresas, seus gestores e contratadores. Os gestores públicos sabiam do potencial da nossa atividade, mas estavam sob o tacão militar.

Infelizmente, "comunicólogos" - há exceções, como sempre - ficam atuando a vida inteira na periferia das coisas que realmente importam no planeta (indústria, comércio, política, gestão, finanças, emprego e renda). Relacionam-nos com entretenimento e com a "perfumaria" do mundo. Influir na tomada de decisões? Nunca! Talvez só na escolha do sabonete, ou do refrigerante, ou do político "profissional".

RRPP seriam implementadas nas escolas de Administração, em 1967, mas a ditadura não deixou e juntou todo mundo que escrevia debaixo da Comunicação "Social" - conceito inventado décadas antes pela Igreja Católica.

Só a independência (dada finalmente em setembro de 2013) e uma aproximação radical com a Administração e os Negócios poderá devolver os errepês ao "lugar" de onde a área deriva ("business") e de onde nunca deveríamos ter saído (o parecer de Caio Amaral - vencido no MEC - era neste sentido, contou Edson Schettine de Aguiar, diretor por 21 anos do DEPCOM da UGF).

Quem lhes conta isto é alguém que ministrou as disciplinas Administração e Assessoria 1 e 2 - por 24 anos -, na Faculdade de Comunicação Social da UERJ, e agora ministra Comunicação Organizacional na Faculdade de Administração e Finanças da mesma universidade.

Alguém que se formou em um Instituto de Psicologia e Comunicação Social (o "Social" era imposição da ditadura em 1971) que mantinha SOMENTE o curso de Relações Públicas, fiel à tradição dos estudos de persuasão de Edward Bernays e às práticas de David Ogilvy junto à opinião pública - fontes e nascedouro da nossa área... E fundamentais!... Hoje "perdidas" no nosso "comunicólogo" tempo e entregues, de mão-beijada, a engenheiros de "software" e neurocientistas. Mas esta já é outra história.

 #RRPP_SÃO_BUSINESS!

 Evidências: a pioneira escola multidisciplinar, na USP, foi batizada a partir de parecer interno de antes de 1966 - Escola de Comunicações Culturais. Com a pressão da ditadura, mudou sua denominação - em parte - para Escola de Comunicações e Artes. Na UFRJ, onde o curso de Jornalismo tem origens na escola de Ciências Jurídicas (!), foi criada a ECO - Escola de Comunicação. Dois dos pontos de resistência mais conhecidos. Há outros.
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