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Uma reflexão independente sobre a mídia.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

CLIPPING ATRASADO e... STORYTELLING...


"Levy acha que a sociedade brasileira, desde o ano passado, vem defendendo mudanças, e ele entende essa demanda, na área dele, como a de uma reorientação para mais consistência fiscal, mais fortalecimento da economia...".

Miriam Leitão contando, n'O Globo de 18/12, a entrevista que lhe concedeu na véspera, na Globo News, o futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

Estou na dúvida... 

Quem será o melhor contador de estórias... ou será contorcionista? A inefável jornalista em seu 'storytelling', ou o futuro ministro, em seu genuíno delírio de que as manifestações de 2013 pediam seu remédio... ou seja, arrocho.

Se estive no Brasil - e estive - durante os meses de junho e julho do ano passado, os manifestantes (pré-Black Blocs) não pediam arrocho, e sim, pediam... não, exigiam... MAIS gastos em transporte público do que em transporte aéreo de 'autoridades', MAIS gastos com saúde da população que com 'autoridades' no Sírio-Libanês, MAIS gastos com educação de todos que com a educação superior dos filhos de magistrados.

A "narrativa" de Miriam Leitão sobre o jornalismo que ele mesma pratica é um exemplo acabado - e competente - de 'storytelling' a serviço da má-fé, da mentira, da meia-verdade, da enganação, da propaganda enganosa.
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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Lembrando Manoel Maria de Vasconcellos.


Pioneiro das Relações Públicas e do marketing no Brasil, cursou a primeira especialização em Relações Públicas ministrada no país (por Eric Carlson), na EBAP/FGV, em 1953/54.

Foi presidente da ABP (Associação Brasileira de Propaganda) no biênio 1954/55. Fez parte da equipe de especialistas que, também na FGV, decidiu não traduzir a palavra "marketing" no Brasil.

Foi diretor-superintendente do Banco Nacional e patrocinador do primeiro telejornal em rede nacional - por isso denominado "Jornal Nacional", que ontem, 01/09, completou 45 anos da estreia, na Rede Globo.

Foi o primeiro diretor da FCS/UERJ (1986/87) e meu professor no IPCS/UERJ em 1980/81.

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domingo, 27 de julho de 2014

RRPP SÃO BUSINESS!

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Estou produzindo um "curta" sobre o tema "2014 - Cem Anos de Relações Públicas no Brasil", e os depoimentos até agora são de cair o queixo.

Os mais antigos - todos - atuaram no nível de "board" das empresas - como acontecia, e ainda acontece hoje, nos países mais desenvolvidos. O que estragou tudo foi a "desimportância" da tal da Comunicação "Social" no universo dos donos de empresas, seus gestores e contratadores. Os gestores públicos sabiam do potencial da nossa atividade, mas estavam sob o tacão militar.

Infelizmente, "comunicólogos" - há exceções, como sempre - ficam atuando a vida inteira na periferia das coisas que realmente importam no planeta (indústria, comércio, política, gestão, finanças, emprego e renda). Relacionam-nos com entretenimento e com a "perfumaria" do mundo. Influir na tomada de decisões? Nunca! Talvez só na escolha do sabonete, ou do refrigerante, ou do político "profissional".

RRPP seriam implementadas nas escolas de Administração, em 1967, mas a ditadura não deixou e juntou todo mundo que escrevia debaixo da Comunicação "Social" - conceito inventado décadas antes pela Igreja Católica.

Só a independência (dada finalmente em setembro de 2013) e uma aproximação radical com a Administração e os Negócios poderá devolver os errepês ao "lugar" de onde a área deriva ("business") e de onde nunca deveríamos ter saído (o parecer de Caio Amaral - vencido no MEC - era neste sentido, contou Edson Schettine de Aguiar, diretor por 21 anos do DEPCOM da UGF).

Quem lhes conta isto é alguém que ministrou as disciplinas Administração e Assessoria 1 e 2 - por 24 anos -, na Faculdade de Comunicação Social da UERJ, e agora ministra Comunicação Organizacional na Faculdade de Administração e Finanças da mesma universidade.

Alguém que se formou em um Instituto de Psicologia e Comunicação Social (o "Social" era imposição da ditadura em 1971) que mantinha SOMENTE o curso de Relações Públicas, fiel à tradição dos estudos de persuasão de Edward Bernays e às práticas de David Ogilvy junto à opinião pública - fontes e nascedouro da nossa área... E fundamentais!... Hoje "perdidas" no nosso "comunicólogo" tempo e entregues, de mão-beijada, a engenheiros de "software" e neurocientistas. Mas esta já é outra história.

 #RRPP_SÃO_BUSINESS!

 Evidências: a pioneira escola multidisciplinar, na USP, foi batizada a partir de parecer interno de antes de 1966 - Escola de Comunicações Culturais. Com a pressão da ditadura, mudou sua denominação - em parte - para Escola de Comunicações e Artes. Na UFRJ, onde o curso de Jornalismo tem origens na escola de Ciências Jurídicas (!), foi criada a ECO - Escola de Comunicação. Dois dos pontos de resistência mais conhecidos. Há outros.
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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Meu posicionamento público sobre a chamada "abertura" da profissão de relações-públicas.


Em 17 de julho último, pus o ponto final em um capítulo preparado especialmente para um livro de colegas relações-públicas, a quem muito agradeço pelo convívio e convite. 

Coube-me contar a pesquisa - ainda inédita - entre 100 executivos NÃO relações-públicas (por formação ou exercício), em SP, RJ e MG, a qual encerrei em 2012 e que gerou o "composto dos 4 Rs das Relações Públicas Plenas", publicado ainda naquele ano (vide - www.rrpp.com.br), sem os resultados do levantamento, pois que estavam sendo tabulados (mas serão incluídos na próxima edição, completa), para comemorar meus 30 anos de formado. 

Revendo tudo aquilo, relembrando os riquíssimos debates que tínhamos no Conrerp1 (2010-2012) sobre a profissão, a formação, o passado obscuro e o futuro luminoso das Relações Públicas no Brasil, a ausculta pública sobre "flexibilização" que nos extenuou (vide - http://www.youtube.com/watch?v=F66z7FeGueA), e os rumos dados (ou não dados) pelo Conferp até aqui sobre a questão; apesar da fama de "quadrado" - uma chefe querida me dizia que a cabeça é redonda para podermos mudar de opinião -, mudei minha convicção e sou: 

(1) pela manutenção da Lei 5.377/1967; 

(2) pela devida fiscalização do exercício profissional pelo Sistema Conferp-Conrerp - missão indesviável de toda e qualquer profissão regulamentada -; e 

(3) por sua efetiva defesa como marco regulador para a comunicação de caráter institucional no Brasil, ainda mais diante das novas diretrizes curriculares nacionais para o bacharelado, as quais reconheceram, finalmente, a especialidade e a especificidade de nossa formação/profissão - em linha com o resto do mundo (que, simplesmente, chama relações públicas de... relações públicas). 

#RP_NELES!
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quinta-feira, 19 de junho de 2014

"Estudar não é feio", por Míriam Leitão - 'clipping' do colega Marco de Cardoso.

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Ao lado de Armando Monteiro Neto, da elite nordestina, o ex-presidente Lula reciclou seu surrado discurso e disse que os ricos perseguem o PT. Depois de 11 anos e meio de um governo que alargou os canais de transferência de dinheiro público para os grandes grupos empresariais, essa conversa de Lula não se sustenta nos dados e nos fatos. Mas é o que ele dirá para ver se cola.

A outra parte do discurso que Lula reapresentou no último fim de semana é mais nefasta. É a ideia de que estudar atrapalha, torna a pessoa insensível e deseduca. “Comeram demais, estu- daram demais e perderam a educação”, disse o ex- presidente em um dos vários ataques aos estudos.

A maioria do país condena a forma desrespeitosa com que a presidente Dilma foi tratada no estádio Itaquerão. Há formas aceitáveis de demonstrar desagrado ao governo. Aquela que foi usada no estádio não faz bem ao país, à democracia e desrespeita a instituição da Presidência da República. Merece repúdio.

Isso não dá ao ex-presidente licença para reutilizar todos os velhos truques das falsas dicotomias que são uma agressão à inteligência alheia. O governo do PT favoreceu grandes grupos, corporações e os muito ricos através de subsídios, participações acionárias do Estado em empresas familiares e a concentração de empréstimos subsidiados às grandes empresas. Isso foi visto em bases diárias. É um atentado aos fatos dizer que são os ricos que estão contra o PT.

O pior do discurso do ex-presidente Lula, já conhecido de outras campanhas, é a sistemática acusação ao estudo, aos diplomas. Ele ataca as pessoas “que estudaram mais”, mas isso tem pouca importância para cada pessoa em si. É deletério ao coletivo porque enfraquece o valor da educação como parte do processo de construção da prosperidade pessoal e do país.

Não há área onde estejamos mais atrasados, por erros que vêm de muito tempo, do que na educação. Nem há setor que no mundo atual seja mais importante para avançarmos. Por isso, o ex-presidente Lula deveria abandonar a compulsão que manteve durante o período que governou o país e, agora, ao tentar reeleger o partido pelo quarto mandato, de desqualificar a educação formal, porque dela precisamos muito.

Em 2010, num discurso durante a campanha da atual presidente Dilma, Lula foi sincero e disse que “as pessoas ricas foram as que mais ganharam dinheiro no meu governo”. Em 2006, ele já havia dito a um grupo de repórteres, com os quais viajou durante a campanha, que “os ricos ganharam muito dinheiro no meu governo”. De fato, basta ver como o BNDES tratou os maiores grupos empresariais nessa mistura infalível que anula os riscos e catapulta os ganhos: o banco vira sócio, compra debêntures lançadas por um grupo, para que ele, capitalizado, compre outras empresas. Em seguida, empresta dinheiro à empresa a juros menores do que os pagos pelo Tesouro. Para financiar essa farra, o Tesouro se endividou em R$ 400 bilhões no mercado.

Foram os grandes grupos que pegaram as maiores parcelas desses recursos. Foram as grandes empreiteiras as beneficiadas com as obras cujo valor inicial foi sendo aumentado pelos aditivos. Num dos casos, a Refinaria Abreu e Lima, houve tantas estripulias que um dos responsáveis está na cadeia, pelo temor de que ele fuja atrás do dinheiro que depositou em suas contas fora do país.

Basta um olhar nos grandes financiadores do PT para desmentir a ideia de que só os pobres apoiam o partido. Mas esse é um discurso conveniente até porque os ricos sabem o quanto ganharam e não se importam com essa contradição entre fala e fatos. O que realmente o ex-presidente deveria evitar é dizer que estudar é o caminho para a insensibilidade, para a grosseria que foi feita no estádio, para os maus modos. Essa defesa da falta de ensino escolar esteve presente em cada palanque que subiu ao longo dos anos que governou e nas campanhas que fez. Essa é a pior forma de prejudicar o país.

Se quiser, Lula que continue com sua estratégia de acusar ricos, cercado de ricos; que ponha a culpa na imprensa pelas revelações sobre os escândalos em série no governo ou na base de apoio, mas poupe a escola de seus ataques. O que o país mais precisa é de valorizar a educação, a escola, o estudo como parte do futuro que precisamos alcançar.

Link - http://oglobo.globo.com/economia/miriam/posts/2014/06/17/estudar-nao-feio-539780.asp
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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Uma questão sobre "registros" MTb, DRT etc. - colocada no Facebook - dá o que falar.

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DO FACEBOOK:

DÚVIDA!

RPs, eu já tenho meu CONRERP há 2 anos. Estava pensando... Eu não deveria ter meu número de registro na carteira de trabalho naquela página onde está escrito ''registro de profissões regulamentadas''?

Se sim, alguém sabe como devo proceder?

CAROS TODOS, esse negócio de MTb (e DRT) foi um artifício dos jornalistas no tempo da ditadura. Como não têm profissão regulamentada nem Conselho Profissional, usavam sua carteira de trabalho (CTPS) para não serem presos por "vadiagem" - um instrumento que as autoridades de então usavam para prender quem quisessem, sem outra justificativa. Mas por desinformação - ou má fé - até hoje alguns (muitos) se apegam a algo totalmente sem sentido. Afinal, a ditadura acabou há 25 anos! E não mais existe a figura do "responsável".

RESPONSABILIDADE TÉCNICA, aliás, só as profissões regulamentadas (como a de relações-públicas, por exemplo) exigem. Mas eles mantêm isto porque 'funciona' junto a leigos. Ainda mais num ambiente em que todo executivo ou empreendedor quer "um jornalista p'ra chamar de seu" e dar um 'jeitinho' naquela crise de imagem pública...- o que é um equívoco enorme.

É A MAIS COMPLETA "FABRICAÇÃO". É claro que uma mentira contada um milhão de vezes... mas o fato é que registro em carteira de trabalho não indica profissão mas, sim, ocupação, função, cargo.

FUI SECRETÁRIO-GERAL DO Conrerp1 e, por força de minha função, tive que aprofundar-me nessas questões e passei os três anos do mandato explicando esta "esperteza" dos coleguinhas aos nossos registrados.

FIQUEM TRANQUILOS! Sua identificação é a carteira do Conrerp, que vale como carteira de identidade em todo o país. E o que a sua CTPS deve ter no registro de emprego é a descrição de sua função.
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