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Uma reflexão independente sobre a mídia.

domingo, 29 de dezembro de 2013

sábado, 21 de dezembro de 2013

Quarto... ou Primeiro Poder?

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Repercuto o post de Gloria Melagarejo, no Facebook, a partir de matéria do blog "Desilusões Perdidas - jornalismo com bom humor":

"A velha imprensa ficou perdidinha com os protestos de junho. Chamou manifestante de vândalo, depois elogiou a polícia, depois mudou o discurso total. Vinagre na mão de jornalista virou arma e deu cadeia. Bala de borracha doeu no olho e na alma. Os ninjas mostraram do asfalto o que a Globo tentou mostrar do helicóptero. As redes sociais pautaram a imprensa. E tudo isso reforçou a questão: qual o futuro do jornalismo?

A audiência em queda do Jornal Nacional passou a ser exibida em HD. Bento 16 sacaneou a Ilze [Scamparini], ao renunciar bem nas férias da setorista papal. O El País chegou ao País. A Abril “descontinuou” várias revistas, como a Bravo!. 

Empresas de comunicação “descontinuaram” o emprego de jornalistas em todo o Brasil. Os bravos do Diário do Pará cruzaram os braços por mais dignidade. O pessoal da EBC também parou. Jornalista faz greve, sim.

Pimenta Neves – que medo – passou a andar solto por aí. A Vejinha precisou provar que o Rei do Camarote não era pegadinha do Mallandro. O Fantástico trocou uma Renata por outra. A imprensa começou o ano babando ovo pro Eike e acabou o ano jogando ovo no Eike. 

O Globo, com meio século de atraso, admitiu que o apoio editorial ao golpe de 64 foi um erro. Marcelo Rezende coçou o saco ao vivo no Cidade Alerta. A Poeta, com pressa de ver a novela, se levantou da bancada antes da hora. O [Cesar] Tralli chamou o Cheirão de Chorão, ops!, chamou o Chorão de Cheirão.

E o Lobão virou colunista da Veja, o que torna o debate sobre o futuro do jornalismo ainda mais urgente, porque o bagulho ficou ainda mais foda."

"Pertinentíssima" questão, esta do futuro do Jornalismo. Combina com outra, a do futuro da "civilização" brasileira.

Que país queremos ser? 

Edmar Bacha cunhou "Belíndia" (mix de Bélgica e Índia) e Caco Barcelos mostrou, em seu último "Profissão: Repórter" de 2013, as vísceras abertas da política - e dos políticos - do Brasil. A esta altura indago-me:

"Imprensa, no Brasil - quarto ou primeiro poder?".
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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Concordo com o Chico: #TOMARA_QUE_CAIA!

Pano rápido!

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Alguém já havia prevenido...


... que o governo federal usaria o Mais Médicos, o Minha Casa Minha Vida e o PRONATEC como motes da campanha pela reeleição de Dilma Rousseff.

E hoje, um anúncio de página inteira (preço de veiculação, "cheio", sem descontos: R$ 419.328,00), a de número 5, n'O Globo, propagandeia: "PRONATEC. Cada brasileiro que cresce faz o Brasil maior".

Pergunto: - em quantos veículos mais o MEC está reproduzindo esta ação de publicidade comercial? Por quanto tempo?

Não seria melhor utilizar esta montanha de recursos nos fins deste programa (e noutros), ao invés de nos meios de comunicação?

Com a palavra toda a juventude brasileira que não está assistida por qualquer programa do governo federal.
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domingo, 17 de novembro de 2013

Fui acusado de defender a aplicação da Ley de Medios "para nós", no Brasil...

NUNCA sugeri o modelo da lei argentina para "nós" - o modelo da lei argentina é "deles", com tudo o que a história e a derrocada do último século (em 1913 a Argentina era o quinto país do mundo) acarretam... 

Meu "norte" é a FCC estadunidense. Outro bom caminho é a PCC britânica. 

Registro: sonho com um Brasil livre de PT, PSDB, PMDB (o maior "inimigo", a ser mais urgentemente abatido) e PSB (no qual a cavalgadura vice-presidente considera-se "um intelectual"). 

Leitura obrigatória, no tema; "Impérios da Comunicação", de Tim Wu - um libelo que alerta quanto a monopólios, de qualquer tipo. 

A matéria de capa da penúltima CartaCapital é ótimo material jornalístico investigativo sobre o tema e busca entender como as Organizações Globo, de uma pré-falência em 2001 (até o salvador PROER da mídia, com FHC), passa seus controladores à família mais rica do país (pelo ranking da Forbes). 

Precisamos construir o NOSSO modelo. 

Diverso, respeitando a Constituição Federal no que tange a Cultura e Comunicação (http://www.marketing-e-cultura.com.br/website/pg006/pg06-abcd.html) e concorrencial - como em qualquer dos países (muito) mais civilizados que o Brasil.

FCC - Federal Communications Commission 

PCC - Press Complaints Commission
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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Efeito colateral?

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O texto de Opinião publicado pelo jornal O Globo, hoje, em sua página 31, concomitante à reportagem "Argentina começa processo que obriga Clarín a entregar concessões", antecipa a defensiva na qual estarão todos os grupos integrantes do PGI (Partido da "Grande" Imprensa) no idêntico embate com o qual o Brasil já tem um encontro marcado... desde 1962 - data da atual legislação sobre comunicações no país.

A íntegra:

EFEITO COLATERAL

A decisão da mais alta instância da Justiça argentina de referendar a Lei de Meios atinge o país de forma bastante ampla.

A redução compulsória do tamanho do Grupo Clarín é um ataque à liberdade de expressão e, portanto, à própria democracia.

E, ao sinalizar ao mundo que inexiste segurança jurídica na Argentina - pois concessões podem ser cassadas no Judiciário por pressão do Executivo -, o país fica ainda mais distante dos planos de investidores estrangeiros.

Muito bem dito

Cai por completo a máscara das "organizações", na voz de seu mais emblemático veículo - o house organ impresso O Globo.

Volta o mesmo blá-blá-blá da época das eleições de 2002: o "medo" da insegurança jurídica", o "medo" da "pressão" do Executivo, a "fuga" dos investidores estrangeiros...

E repete-se a mesma lenga-lenga que tenta justificar o imbecilizante lixo imposto ao público por suas empresas de mídia eletrônica - absoluto "entretenimento", escondendo-se atrás do conceito "liberdade de imprensa" quando menos de 10% da programação é dedicada a jornalismo...

Concessões ... na marra

E quem é O Globo para questionar concessões públicas? Se não é um diário sustentado pela receita (entre outras) publicitária do canal (5) de TV (Paulista) sob a qual pairam suspeitas há décadas?

Como cobrar algo da "opinião publica" (*), se trata-se o grupo de uma centena de empresas de responsabilidade limitada sobre as quais  não incide qualquer legislação de transparência?

Como responder à imoral propriedade cruzada? Como responder à homogeneização da cultural e descumprimento dos mínimos reclamos constitucionais de diversidade e regionalidade?

Como responder ao monopólio que abocanha 60% do "bolo" nas verbas publicitárias?

Ato falho

"Efeito colateral" nos games é sinônimo de civis mortos "sem querer" nas eternas guerras de gangues versus "forças de segurança"...

(*) Ensinava - nas próprias páginas de O Globo -, Artur da Távola (ex-senador pelo PSDB do Rio de Janeiro, falecido em 2008): "Não existe opinião pública, mas a opinião de quem publica".
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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Infelizmente, isto acontece mais do que se noticia...

... a carteirada!

Você sabe com quem está falando?

A pergunta típica, estudada em profundidade pelo mestre Roberto DaMatta, não está dependurada só na voz de "autoridades" que, aliás, pelo simples fato de articularem-na deveriam perder sua condição... uma espécie de "teje preso" instantâneo por parte do cidadão comum, vítima predileta dessas genuínas "otoridades".

Infelizmente a arrogante pergunta povoa - e cada vez mais - o vocabulário dos repórteres. Até daqueles nem tão repórteres assim... 

Explico

Durante muitos anos, desde a ditadura, o crachá de IMPRENSA livrou muita gente de porrada, da prisão "para averiguações" (tipo Amarildo) e, até, de pagar ingresso em cinemas, teatros e shows. Ostentar este crachá, aliás, tornou-se algo muito mais importante para alguns jornalistas - principalmente aqueles do tipo "de assessoria" (ou em assessoria como preferem outros), praticantes do "jornalismo de notinhas" - que o diploma.

E passou a existir uma indústria de credenciais de imprensa. Com benefícios aqui e no exterior, acesso "ilimitado" (parece até a propaganda - enganosa - das companhias telefônicas). Com direito a carimbo vermelho com o termo IMPRENSA em letras garrafais - para que nem um porteiro míope possa atrapalhar o sagrado direito de ir e vir do repórter - mesmo que esteja gozando férias em Paris.

Presenciei, certa vez, uma conversa de coleguinhas, discutindo como a credencial da Fenaj dava acesso a teatros na capital francesa, diferentemente da "credencial chulé" do sindicato. E ainda há um hard prazo de validade. Ou seja, todo ano tem que "pingar" o custo da credencial, dada só a quem paga, mesmo que não se esteja trabalhando na imprensa. Vida dura a desses colegas...

O vício é acompanhado de outro, ainda hoje: a ostentação de um tal "registro" na "DRT", no MTB, algo que NUNCA foi credencial profissional, se não artifício adotado pelos jornalistas no tempo da ditadura para não serem presos, provar "emprego fixo" em redação, quando - obviamente - a carteira de trabalho (expedida pelo MTB - Ministério do Trabalho e Emprego) teria uma anotação na Delegacia Regional do Trabalho. 

Boca torta

Os maus hábitos continuados levam alguns a assumirem tons de arautos da "verdade verdadeira" e, mais infelizmente ainda, pululam nas faculdades, fazendo "bicos", ou freelas (no jargão dos coleguinhas) como "professores", uma vez que não entram numa redação há décadas...

Veja aqui outro exemplo - grave - da má prática que tem que ser eliminada se queremos uma comunicação que leve à tão demandada (e tão pouco entregue) "transparência".