quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
A hora é de convergência entre Comunicação e Administração.
O livro "Relações Públicas e Marketing: convergências entre Comunicação e Administração", de Manoel Marcondes Machado Neto, diretor-presidente do Observatório da Comunicação Institucional, está saindo - agora, em 2016 - numa segunda edição, revista e ampliada, pela Editora Ciência Moderna - nos formatos 'e-book' e impresso.
A obra, técnica e didática, destina-se: (1) aos estudantes de Relações Públicas e profissionais já formados que compartilham da visão de que somos antes (e mais) gerentes do que comunicadores, e (2) aos administradores que enfim despertaram para a importância de se realizar - boas - relações públicas com seus diversos públicos-chave.
Adquirindo o livro diretamente no 'site' da editora há um bom desconto. Se você é estudante, peça a seu professor das cadeiras de Administração, de Assessoria, ou de Consultoria, que avalie o livro para adoção. Ele pode fazê-lo diretamente ao diretor George W. Meireles pelo e-mail 'gewme@lcm.com.br' para receber um 'link' para a versão 'e-book' de forma gratuita.
Em Tempo: Na sua primeira edição, o livro foi resenhado - e bem recomendado - pela saudosa colega Mariângela Benine Ramos Silva, da Universidade Estadual de Londrina.
LINK para a sinopse -
http://www.lcm.com.br/site/#/livros/detalhesLivro/relacoes-publicas-e-marketing---convergencias-entre-comunicacao-e-administracao-2nd-edicao-ampliada.html
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sexta-feira, 20 de novembro de 2015
A libertação está nos fatos. Por Fernão Lara Mesquita.
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Repassando "A libertação está nos fatos". Fernão Lara Mesquita. 24 Outubro 2015 | 02h 32 Poucas vezes terá havido situação semelhante à deste nosso banquete de horrores no qual 90% dos comensais declaram-se com nojo da comida que lhes tem sido servida, mas são obrigados a continuar a tragá-la simplesmente porque não sabem pedir outro prato. Na segunda-feira, 19/10, O Globo publicou nova reportagem da série 'Cofres Abertos', sobre a realidade do Estado petista. O título era 'Remuneração em ministério vai até R$ 152 mil'. Eis alguns dados: Lula acrescentou 18,3 mil funcionários à folha da União em oito anos. Em apenas quatro Dilma enfiou mais 16,3 mil. Agora são 618 mil, só na ativa; 103.313 têm 'cargos de chefia'. Os títulos são qualquer coisa de fascinante. Há um que inclui 38 palavras: 'Chefe de Divisão de Avaliação e Controle de Programas, da Coordenação dos Programas de Geração de Emprego e Renda...” e vai por aí enfileirando outras 30, com o escárnio de referir um acinte desses à 'geração de emprego e renda'. O 'teto' dos salários é o da presidente, de R$ 24,3 mil. Mas a grande tribo só de caciques constituída, não pelos funcionários concursados ou de carreira, mas pelos 'de confiança', com estrela vermelha no peito, ganha R$ 77 mil, somadas as 'gratificações', que podem chegar a 37 diferentes. No fim do ano tem bônus 'por desempenho'. A Petrobras distribuiu mais de R$ 1 bilhão aos funcionários em pleno 'petrolão', depois de negar dividendos a acionistas. A Eletronorte distribuiu R$ 2,2 bilhões em 'participação nos lucros', proporcionados pelo aumento médio de 29% nas contas de luz dos pobres do Brasil, entre os seus 3.400 funcionários. Houve um que embolsou R$ 152 mil. A folha de salários da União, sem as estatais, que são 142, passará este ano de R$ 100 bilhões, 58% mais, fora inflação, do que o PT recebeu lá atrás. Essa boa gente emite 520 novos 'regulamentos' (média) todo santo dia. Existem 49.500 e tantas 'áreas administrativas' divididas em 53 mil e não sei quantos 'núcleos responsáveis por políticas públicas'! Qualquer decisão sobre água tem de passar pela aprovação de 134 órgãos diferentes. Uma sobre saúde pública pode envolver 1.385 'instâncias de decisão'. Na educação, podem ser 1.036. Na segurança pública, 2.375! E para trabalhar no inferno que isso cria? Quanto vale a venda de indulgências? Essa conversa da CPMF como única alternativa para a salvação da pátria em face da 'incompressibilidade' dos gastos públicos a favor dos pobres não duraria 10 segundos se fatos como esses fossem sistematicamente justapostos às declarações que 100 vezes por dia os jornais, do papel à telinha, põem 'no ar' para afirmar o contrário. Se fossem editados e perseguidos pelas televisões com as mesmas minúcia, competência técnica e paixão com que seus departamentos de jornalismo fazem de temas desimportantes ou meramente deletérios verdadeiras guerras santas, então, a Bastilha já teria caído. Passados 10 meses de paralisia da Nação diante da ferocidade do sítio aos dinheiros públicos e ao que ainda resta no bolso do brasileiro de 2a. classe, com a tragédia pairando no ar depois de o governo mutilar até à paraplegia todos os investimentos em saúde, educação, segurança pública e infraestrutura, a série d'O Globo é, no entanto, o único esforço concentrado do jornalismo brasileiro na linha de apontar com fatos e números que dispensam as opiniões de 'especialistas' imediatamente contestáveis pelas opiniões de outros 'especialistas' para expor a criminosa mentira de que este país está sendo vítima Nem por isso deixou de sofrer restrições mesmo 'dentro de casa', pois, apesar da contundência dos fatos, da oportunidade da denúncia e da exclusividade do que estava sendo apresentado, a 1a. página do jornal daquele dia não trazia qualquer 'chamada' para o seu próprio 'furo' e nem as televisões da casa o repercutiram. O tipo de informação sem a disseminação da qual o Brasil jamais desatolará da condição medieval em que tem sido mantido tornou-se conhecido, portanto, apenas da ínfima parcela da ínfima minoria dos brasileiros alfabetizados que lê jornal que tenha folheado O Globo inteiro daquele dia até seus olhos esbarrarem nela por acaso e que se deixaram levar pela curiosidade página abaixo. É por aí que se agarra insidiosamente ao chão essa cultivada perplexidade do brasileiro que, em plena 'era da informação', traga sem nem sequer argumentar aquilo que já não admitia que lhe impingissem 200 anos atrás mesmo que à custa de se fazer enforcar e esquartejar em praça pública. Do palco à plateia, Brasília vive imersa no seu 'infinito particular'. Enquanto o País real, com as veias abertas, segue amarrado ao poste à espera de que a Pátria Estupradora decida quem vai ou não participar da próxima rodada de abusos, os criminosos mandam prender a polícia e a plateia discute apaixonadamente quem deu em quem, entre os atores da farsa, a mais esperta rasteira do dia. Deter o estupro não entra nas cogitações de ninguém. A pauta da imprensa – e com ela a do Brasil – foi terceirizada para as 'fontes' que disputam o comando de um sistema de opressão cuja lógica opõe-se diametralmente à do trabalho. Os fatos, substância da crítica que pode demolir os 'factoides', esses todos querem ocultados. Perdemos as referências do passado, terceirizamos a 'busca da felicidade' no presente, somos avessos à fórmula asiática de sucesso quanto ao futuro. Condenamo-nos a reinventar a roda em matéria de construção de instituições democráticas porque a que foi inventada pela melhor geração da humanidade no seu mais “iluminado” momento e vem libertando povo após povo que dela se serve está banida das nossas escolas e da pauta terceirizada pela imprensa a quem nos quer para sempre amarrados a um rei e seus barões. Como o resto do mundo resolve os mesmos problemas que temos absolutamente não interessa aos 'olheiros' dos nossos jornais e TVs no exterior, que, de lá, só nos mostram o que há de pior... A imprensa nacional está devendo muito mais à democracia brasileira do que tem cobrado aos outros nas suas cada vez mais segregadas páginas de opinião. * Fernão Lara Mesquita é jornalista e escreve em 'Vespeiro'.
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Repassando "A libertação está nos fatos". Fernão Lara Mesquita. 24 Outubro 2015 | 02h 32 Poucas vezes terá havido situação semelhante à deste nosso banquete de horrores no qual 90% dos comensais declaram-se com nojo da comida que lhes tem sido servida, mas são obrigados a continuar a tragá-la simplesmente porque não sabem pedir outro prato. Na segunda-feira, 19/10, O Globo publicou nova reportagem da série 'Cofres Abertos', sobre a realidade do Estado petista. O título era 'Remuneração em ministério vai até R$ 152 mil'. Eis alguns dados: Lula acrescentou 18,3 mil funcionários à folha da União em oito anos. Em apenas quatro Dilma enfiou mais 16,3 mil. Agora são 618 mil, só na ativa; 103.313 têm 'cargos de chefia'. Os títulos são qualquer coisa de fascinante. Há um que inclui 38 palavras: 'Chefe de Divisão de Avaliação e Controle de Programas, da Coordenação dos Programas de Geração de Emprego e Renda...” e vai por aí enfileirando outras 30, com o escárnio de referir um acinte desses à 'geração de emprego e renda'. O 'teto' dos salários é o da presidente, de R$ 24,3 mil. Mas a grande tribo só de caciques constituída, não pelos funcionários concursados ou de carreira, mas pelos 'de confiança', com estrela vermelha no peito, ganha R$ 77 mil, somadas as 'gratificações', que podem chegar a 37 diferentes. No fim do ano tem bônus 'por desempenho'. A Petrobras distribuiu mais de R$ 1 bilhão aos funcionários em pleno 'petrolão', depois de negar dividendos a acionistas. A Eletronorte distribuiu R$ 2,2 bilhões em 'participação nos lucros', proporcionados pelo aumento médio de 29% nas contas de luz dos pobres do Brasil, entre os seus 3.400 funcionários. Houve um que embolsou R$ 152 mil. A folha de salários da União, sem as estatais, que são 142, passará este ano de R$ 100 bilhões, 58% mais, fora inflação, do que o PT recebeu lá atrás. Essa boa gente emite 520 novos 'regulamentos' (média) todo santo dia. Existem 49.500 e tantas 'áreas administrativas' divididas em 53 mil e não sei quantos 'núcleos responsáveis por políticas públicas'! Qualquer decisão sobre água tem de passar pela aprovação de 134 órgãos diferentes. Uma sobre saúde pública pode envolver 1.385 'instâncias de decisão'. Na educação, podem ser 1.036. Na segurança pública, 2.375! E para trabalhar no inferno que isso cria? Quanto vale a venda de indulgências? Essa conversa da CPMF como única alternativa para a salvação da pátria em face da 'incompressibilidade' dos gastos públicos a favor dos pobres não duraria 10 segundos se fatos como esses fossem sistematicamente justapostos às declarações que 100 vezes por dia os jornais, do papel à telinha, põem 'no ar' para afirmar o contrário. Se fossem editados e perseguidos pelas televisões com as mesmas minúcia, competência técnica e paixão com que seus departamentos de jornalismo fazem de temas desimportantes ou meramente deletérios verdadeiras guerras santas, então, a Bastilha já teria caído. Passados 10 meses de paralisia da Nação diante da ferocidade do sítio aos dinheiros públicos e ao que ainda resta no bolso do brasileiro de 2a. classe, com a tragédia pairando no ar depois de o governo mutilar até à paraplegia todos os investimentos em saúde, educação, segurança pública e infraestrutura, a série d'O Globo é, no entanto, o único esforço concentrado do jornalismo brasileiro na linha de apontar com fatos e números que dispensam as opiniões de 'especialistas' imediatamente contestáveis pelas opiniões de outros 'especialistas' para expor a criminosa mentira de que este país está sendo vítima Nem por isso deixou de sofrer restrições mesmo 'dentro de casa', pois, apesar da contundência dos fatos, da oportunidade da denúncia e da exclusividade do que estava sendo apresentado, a 1a. página do jornal daquele dia não trazia qualquer 'chamada' para o seu próprio 'furo' e nem as televisões da casa o repercutiram. O tipo de informação sem a disseminação da qual o Brasil jamais desatolará da condição medieval em que tem sido mantido tornou-se conhecido, portanto, apenas da ínfima parcela da ínfima minoria dos brasileiros alfabetizados que lê jornal que tenha folheado O Globo inteiro daquele dia até seus olhos esbarrarem nela por acaso e que se deixaram levar pela curiosidade página abaixo. É por aí que se agarra insidiosamente ao chão essa cultivada perplexidade do brasileiro que, em plena 'era da informação', traga sem nem sequer argumentar aquilo que já não admitia que lhe impingissem 200 anos atrás mesmo que à custa de se fazer enforcar e esquartejar em praça pública. Do palco à plateia, Brasília vive imersa no seu 'infinito particular'. Enquanto o País real, com as veias abertas, segue amarrado ao poste à espera de que a Pátria Estupradora decida quem vai ou não participar da próxima rodada de abusos, os criminosos mandam prender a polícia e a plateia discute apaixonadamente quem deu em quem, entre os atores da farsa, a mais esperta rasteira do dia. Deter o estupro não entra nas cogitações de ninguém. A pauta da imprensa – e com ela a do Brasil – foi terceirizada para as 'fontes' que disputam o comando de um sistema de opressão cuja lógica opõe-se diametralmente à do trabalho. Os fatos, substância da crítica que pode demolir os 'factoides', esses todos querem ocultados. Perdemos as referências do passado, terceirizamos a 'busca da felicidade' no presente, somos avessos à fórmula asiática de sucesso quanto ao futuro. Condenamo-nos a reinventar a roda em matéria de construção de instituições democráticas porque a que foi inventada pela melhor geração da humanidade no seu mais “iluminado” momento e vem libertando povo após povo que dela se serve está banida das nossas escolas e da pauta terceirizada pela imprensa a quem nos quer para sempre amarrados a um rei e seus barões. Como o resto do mundo resolve os mesmos problemas que temos absolutamente não interessa aos 'olheiros' dos nossos jornais e TVs no exterior, que, de lá, só nos mostram o que há de pior... A imprensa nacional está devendo muito mais à democracia brasileira do que tem cobrado aos outros nas suas cada vez mais segregadas páginas de opinião. * Fernão Lara Mesquita é jornalista e escreve em 'Vespeiro'.
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quarta-feira, 18 de novembro de 2015
- Follow the money!
- E chegarás a Mariana, Minas Gerais, Brasil-il-il!
LINK - https://www.facebook.com/329013347174015/photos/a.329017807173569.76179.329013347174015/924264230982254/?type=3&theater
LINK - https://www.facebook.com/329013347174015/photos/a.329017807173569.76179.329013347174015/924264230982254/?type=3&theater
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Devia existir uma escola Talese de formação jornalística...
... mas ao invés disso, temos a ESPM...
Leia mais:
http://portalimprensa.com.br/noticias/internacional/75047/sempre+pensei+no+jornalismo+como+uma+forma+potencial+de+arte+diz+gay+talese
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Leia mais:
http://portalimprensa.com.br/noticias/internacional/75047/sempre+pensei+no+jornalismo+como+uma+forma+potencial+de+arte+diz+gay+talese
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segunda-feira, 5 de outubro de 2015
Olha o absurdo que deu... n'O Globo!
Passaralho
Semana passada, a diretoria da Petrobras bateu o martelo. Será de uns 30% o corte de gastos da estatal na área de comunicação.
A área, que tinha 1.100 profissionais (jornalistas, publicitários e agregados), deve cair para 600 em todo o país.
(O Globo, P. 10 - coluna de Ancelmo Gois).
COMENTÁRIO
A Petrobras é o maior conglomerado de comunicações do país. Sempre foi, aliás. Seus jornalistas, radialistas e técnicos de áudio e vídeo concursados formam a maior redação brasileira - à prova de 'passaralhos' como os do título. Seus publicitários, 'designers', produtores gráficos, fotógrafos e produtores audiovisuais constituem a maior agência de propaganda tupiniquim (e à prova da perda de contas... afinal o cliente é um só). Seus errepês concursados dão banho 'de lavada' nas mirradas equipes das agências multinacionais de Relações Públicas instaladas no país (e são do tipo que nem cuidam do tal do 'gerenciamento de crises'... pois isto fica para 'coleguinhas de jornal' terceirizados e super-especializados em fazer a 'contenção da imprensa' - nome técnico da coisa).
Como se este exército - que produz toneladas de papel e terabytes de blá-blá-blá político-corporativo - não bastasse, as excelsas diretorias contratam, a seu bel-prazer, outros batalhões de 'coleguinhas' para 'dar conta do recado'... porque, afinal, ninguém é de ferro...
Testemunhei (ninguém me contou, não) jornalistas-concursados que tinham como única função administrar... jornalistas terceirizados para fazer... o seu (deles) trabalho! E que, rapidamente, ao assumir uma seção de comunicação (interna, sempre), mudavam o nome dos informativos (ditos doravante, 'veículos') para 'Jornal do E&P', 'Jornal do Abast', 'Jornal do Edise'. Tal 'batismo' garantiria criar cargos (chamando mais 'coleguinhas' amigos) de 'editor-chefe', 'redator', 'repórter', 'repórter fotográfico', 'diagramador-planejador-gráfico', e por aí vai... Ou seja... um verdadeiro armário, pleno de cabides.
Agora que bateu a crise, a Petrobras vai reduzir a mão de obra comunicóloga... mas não vai restringir-se aos concursados (mesmo com números recordes, no mundo)... vai, tão somente, reduzir as 'boquinhas', as penas de aluguel - rachar à metade a politicalha que só cuida de entrincheirar seus chefetes encastelados em cada diretoria, superintendência, gerência, chefia, atrás de 'veículos' auto-elogiativos, inúteis, perdulários - mas que fazem a alegria de hordas e hordas de estudantes de comunicação 'concurseiros' frustrados que, de outra maneira, jamais conseguiriam emprego no mais chinfrim dos blogues alheios - sim, porque nem assunto para pautas próprias este povo tem.
Lástima!
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quinta-feira, 9 de julho de 2015
Um político brasileiro. Com defeitos. Mas com lucidez de sobra. Em dois tempos.
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Leonel Brizola:
1) No Programa do Jô, enfrentando plateia e audiência, ousando desnudar a "blitzkrieg" do "establishment" - https://www.youtube.com/watch?v=Bk0S_Q-EiG0
2) No Roda Viva, desnudando Lula e FHC - https://www.youtube.com/watch?v=RxYbd7Tvi7U
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Leonel Brizola:
1) No Programa do Jô, enfrentando plateia e audiência, ousando desnudar a "blitzkrieg" do "establishment" - https://www.youtube.com/watch?v=Bk0S_Q-EiG0
2) No Roda Viva, desnudando Lula e FHC - https://www.youtube.com/watch?v=RxYbd7Tvi7U
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domingo, 5 de julho de 2015
DESIGN "TICKING". Do Rio de Janeiro, em 5 de julho de 2015.
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Isso mesmo... tic-tac... tic-tac... tic-tac...
Lê-se, hoje, n'O Globo (caderno Boa Chance, P. 6), a
seguinte nota:
Profissão "designer" - A Comissão de Constituição
e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou, essa semana,
em Brasília, o PL - Projeto de Lei - 4.692/2012, que visa ao registro oficial
da ocupação. O próximo e último desafio é conseguir a aprovação do Senado
Federal. Atualmente, são mais de 179 escolas espalhadas pelo país que oferecem
o curso de "designer" de interiores. De acordo com a Associação
Brasileira de Designers de Interiores (ABD), mais de 80 mil profissionais da
área já atuam no mercado de trabalho.
NOTA (minha): No mesmo ano de 2012, aliás, começou a
funcionar no Brasil, o Sistema CAU, de Conselhos (Federal e Regionais) de
Arquitetura e Urbanismo, entidade (criada pela lei 12.378/2010) de
profissionais que tiveram a coragem e o desprendimento de sair de sob a
fortíssima égide do CREA para seguir sua própria trilha, o seu próprio destino.
Não se menciona, na matéria, mas o país é berço de "designers" nos
mais diversos campos, tais como de paisagismo (Burle Marx), além do de
arquitetura e urbanismo (Oscar Niemeyer e Lucio Costa), mobiliário (Sergio
Rodrigues e Joaquim Tenreiro), e de marcas (Aloisio Magalhães, criador da marca
da UERJ, pontuo), entre outros.
Enquanto isso...
Uma categoria de profissionais formada na esteira de uma
área consagrada no país desde 1914, (apenas 8 anos depois de sua criação nos
Estados Unidos), que teve seu pioneiro curso de especialização na FGV, em 1953
(da qual meu professor - e mentor - Manoel Maria de Vasconcellos foi aluno), e
a fundação de sua primeira ONG, a ABRP, em 1954 - base, também, da
reivindicação de ser considerada a atividade mais que ocupação, uma profissão
regulamentada - coloca-se omissa e declinante de registros (apesar da centena
de escolas idem espalhadas pelo país), justamente no momento em que vislumbra
(logo ali, em setembro) sua autonomia e independência acadêmicas, com as novas
DCNs - reflexo da importância que a gestão de relacionamentos e de reputações
ganhou em todos os círculos de negócios, além do Estado e do Terceiro Setor.
O tempo passa para todas... as atividades
No nosso caso, das Relações Públicas brasileiras, temos um
capital imenso - este é meu juízo - com lei, regulamentação, doutrina,
jurisprudência firmada, estrutura de conselhos regionais e federal, formação em
nível de graduação a doutorado, uma base de muito mais de 100 mil formados e
potencial de mais de 30 mil registros ativos - entre pessoas físicas e
jurídicas, além das posições no serviço público (que em 90% dos casos cumpre a
lei - em 10% não cumprida por desconhecimento e incompetências de setores de RH
estatais e privados - cuja maioria esmagadora é corrigida após a intervenção do
Sistema Conferp-Conrerp), e vamos deixar isto ser tomado pela sanha
desregulamentadora, mãe da "financeirização", terceirizações e
precarização do trabalho, mundo afora? Vamos deixar nosso mercado ser tomado
por jornalistas (e outrem) em desvio de função, praticando - só - imoral
tráfico de influência? Até quando assistiremos a oportunistas lutando pela
mudança de leis e regulamentos para - além de imorais, ilegais e antiéticos -
tornarem-se "legais", "regulares", "exemplares"?
Oportunismo, arrivismo, má-fé e mau-caratismo
Lembremos o caso da lei discricionária de Getúlio Vargas,
que editou-a apenas para atender a UMA pessoa, na maior canetada da nossa
história republicana. Pois é, há um verdadeiro pelotão de pessoas trabalhando
para que algumas, senão uma pessoa, aufira o registro de relações-públicas. Mas
não se trata, este, de um mero caso de parentela - ou só compadrio - como no da
lei discricionária sancionada por Getúlio Vargas - caso muito bem contado,
aliás, no livro "Chatô, o rei do Brasil", de Fernando Morais - a qual
deu acesso individual a um (suposto) "direito", mas a abertura de uma
brecha, o verdadeiro arrombamento (aqui, agora, e alhures - há tempos - já
anunciado) de uma porteira que dizimará nossa querida, e única no mundo,
formação superior; aquela forjada na ideia sueca (Suécia: "mátria" da
profissão) de "ombudsman" (quando somos, nas organizações,
representantes de quem está fora dela) e não pela simples "tomada da
mídia" pelo poder das "corporações-clientes" via suas poderosas
assessorias "de imprensa" - autêntica jabuticaba brasileira com os
dias contados sob tal rótulo e, por isso, necessitada urgente da nossa
denominação ("public relations") - que é universal.
Robert Zemeckis inspira
Depois disso virá o desmantelamento do próprio sistema de
regulação da nossa (hoje) privativa responsabilidade técnica (R.T.) de
"informação de caráter institucional" (nossos conselhos), e o fim dos
cursos de graduação em RP (algo também já em curso, fruto da ação do mesmo
pelotão). Ou seja, nossos diplomas - de verdade - como que desaparecerão, a
exemplo - na ficção - das fotos familiares do personagem Marty McFly na saga
cinematográfica de "Back to the future".
Quem viver - sem agir - verá.
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