>
Leonel Brizola:
1) No Programa do Jô, enfrentando plateia e audiência, ousando desnudar a "blitzkrieg" do "establishment" - https://www.youtube.com/watch?v=Bk0S_Q-EiG0
2) No Roda Viva, desnudando Lula e FHC - https://www.youtube.com/watch?v=RxYbd7Tvi7U
>
quinta-feira, 9 de julho de 2015
domingo, 5 de julho de 2015
DESIGN "TICKING". Do Rio de Janeiro, em 5 de julho de 2015.
>
Isso mesmo... tic-tac... tic-tac... tic-tac...
Lê-se, hoje, n'O Globo (caderno Boa Chance, P. 6), a
seguinte nota:
Profissão "designer" - A Comissão de Constituição
e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou, essa semana,
em Brasília, o PL - Projeto de Lei - 4.692/2012, que visa ao registro oficial
da ocupação. O próximo e último desafio é conseguir a aprovação do Senado
Federal. Atualmente, são mais de 179 escolas espalhadas pelo país que oferecem
o curso de "designer" de interiores. De acordo com a Associação
Brasileira de Designers de Interiores (ABD), mais de 80 mil profissionais da
área já atuam no mercado de trabalho.
NOTA (minha): No mesmo ano de 2012, aliás, começou a
funcionar no Brasil, o Sistema CAU, de Conselhos (Federal e Regionais) de
Arquitetura e Urbanismo, entidade (criada pela lei 12.378/2010) de
profissionais que tiveram a coragem e o desprendimento de sair de sob a
fortíssima égide do CREA para seguir sua própria trilha, o seu próprio destino.
Não se menciona, na matéria, mas o país é berço de "designers" nos
mais diversos campos, tais como de paisagismo (Burle Marx), além do de
arquitetura e urbanismo (Oscar Niemeyer e Lucio Costa), mobiliário (Sergio
Rodrigues e Joaquim Tenreiro), e de marcas (Aloisio Magalhães, criador da marca
da UERJ, pontuo), entre outros.
Enquanto isso...
Uma categoria de profissionais formada na esteira de uma
área consagrada no país desde 1914, (apenas 8 anos depois de sua criação nos
Estados Unidos), que teve seu pioneiro curso de especialização na FGV, em 1953
(da qual meu professor - e mentor - Manoel Maria de Vasconcellos foi aluno), e
a fundação de sua primeira ONG, a ABRP, em 1954 - base, também, da
reivindicação de ser considerada a atividade mais que ocupação, uma profissão
regulamentada - coloca-se omissa e declinante de registros (apesar da centena
de escolas idem espalhadas pelo país), justamente no momento em que vislumbra
(logo ali, em setembro) sua autonomia e independência acadêmicas, com as novas
DCNs - reflexo da importância que a gestão de relacionamentos e de reputações
ganhou em todos os círculos de negócios, além do Estado e do Terceiro Setor.
O tempo passa para todas... as atividades
No nosso caso, das Relações Públicas brasileiras, temos um
capital imenso - este é meu juízo - com lei, regulamentação, doutrina,
jurisprudência firmada, estrutura de conselhos regionais e federal, formação em
nível de graduação a doutorado, uma base de muito mais de 100 mil formados e
potencial de mais de 30 mil registros ativos - entre pessoas físicas e
jurídicas, além das posições no serviço público (que em 90% dos casos cumpre a
lei - em 10% não cumprida por desconhecimento e incompetências de setores de RH
estatais e privados - cuja maioria esmagadora é corrigida após a intervenção do
Sistema Conferp-Conrerp), e vamos deixar isto ser tomado pela sanha
desregulamentadora, mãe da "financeirização", terceirizações e
precarização do trabalho, mundo afora? Vamos deixar nosso mercado ser tomado
por jornalistas (e outrem) em desvio de função, praticando - só - imoral
tráfico de influência? Até quando assistiremos a oportunistas lutando pela
mudança de leis e regulamentos para - além de imorais, ilegais e antiéticos -
tornarem-se "legais", "regulares", "exemplares"?
Oportunismo, arrivismo, má-fé e mau-caratismo
Lembremos o caso da lei discricionária de Getúlio Vargas,
que editou-a apenas para atender a UMA pessoa, na maior canetada da nossa
história republicana. Pois é, há um verdadeiro pelotão de pessoas trabalhando
para que algumas, senão uma pessoa, aufira o registro de relações-públicas. Mas
não se trata, este, de um mero caso de parentela - ou só compadrio - como no da
lei discricionária sancionada por Getúlio Vargas - caso muito bem contado,
aliás, no livro "Chatô, o rei do Brasil", de Fernando Morais - a qual
deu acesso individual a um (suposto) "direito", mas a abertura de uma
brecha, o verdadeiro arrombamento (aqui, agora, e alhures - há tempos - já
anunciado) de uma porteira que dizimará nossa querida, e única no mundo,
formação superior; aquela forjada na ideia sueca (Suécia: "mátria" da
profissão) de "ombudsman" (quando somos, nas organizações,
representantes de quem está fora dela) e não pela simples "tomada da
mídia" pelo poder das "corporações-clientes" via suas poderosas
assessorias "de imprensa" - autêntica jabuticaba brasileira com os
dias contados sob tal rótulo e, por isso, necessitada urgente da nossa
denominação ("public relations") - que é universal.
Robert Zemeckis inspira
Depois disso virá o desmantelamento do próprio sistema de
regulação da nossa (hoje) privativa responsabilidade técnica (R.T.) de
"informação de caráter institucional" (nossos conselhos), e o fim dos
cursos de graduação em RP (algo também já em curso, fruto da ação do mesmo
pelotão). Ou seja, nossos diplomas - de verdade - como que desaparecerão, a
exemplo - na ficção - das fotos familiares do personagem Marty McFly na saga
cinematográfica de "Back to the future".
Quem viver - sem agir - verá.
>
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Nervos de Aço: os limites da divulgação. Ou... para além do 'media training' e de 'media relations'.
Interessante argumentação - pró e contra - os limites da divulgação (publicity), principal papel das relações públicas no mundo anglo-saxão.
Falar à imprensa é sempre algo tenso. Para os falantes - as tais "fontes" - e seus attachés de presse (que suam frio até o apagar dos sun guns). Por isso mesmo, aliás, hordas de assessores "de imprensa", jornalistas na esmagadora maioria das vezes, faturam alto com media training.
No Brasil, sabemos, o estatuto acadêmico ampliou em muito o espectro de ação das relações públicas. E por que será que isto aconteceu?
Interessante indagar - neste ponto - quem veio antes, no país; se o relações-públicas ou o assessor "de imprensa".
Link - http://www.portalimprensa.com.br/noticias/brasil/72056/em+artigo+ancora+de+canal+britanico+comenta+entrevista+frustrada+com+robert+downey+jr
Ivy Lee deve ter passado pela questão, mas não temos registro sobre tal "problematização" à época. Afinal, os jornais eram feiosos, sujavam muito as mãos dos leitores, e a propaganda que se via neles talvez chamasse menos atenção que as notícias, tão rudimentar a sua produção - em nada comparável à de hoje.
Fato é que no Brasil, quando as relações públicas chegaram "com força" (a inauguração havida na Light fora, de fato, pioneira, mas não acompanhada de outros atores de peso na indústria, no comércio, nos serviços), ou seja, nas décadas de 1950 e 1960, com os marcos de 1954 (fundação da ABRP), e de 1967 (com a regulamentação da profissão), os jornalistas (desempregados ou não - pasme!) já ocupavam o lugar de media relations. O resto é história.
Uma tese: o currículo escolar superior da recém-criada "habilitação" da Comunicação "Social"(*), em fins dos anos 1960, ocupou-se de outras coisas para que se deixasse espaço para a - imoral - dupla militância dos jornalistas, um claro e ilegal "desvio de função" que interessava ao - dúbio - exercício do poder, na época. A Administração flertara com as novas técnicas - eventos, ombudsmania, goodwilling, edição de house organs - mas o MEC, sob linha dura, acabou com o namoro. E o resto, aqui, também é história.
(*) O mostrengo curso de Comunicação "Social" foi uma imposição da ditadura, adotada para manter o controle, via mídia, de corações e cérebros. Felizmente, com as novas diretrizes curriculares nacionais para ambos os bacharelados, em Jornalismo e em Relações Públicas, a vigorar em setembro de 2015, o frankenstein se vai de vez, e as duas áreas ganham autonomia e independência acadêmicas.
>
segunda-feira, 11 de maio de 2015
Terceirizaram a razão...
ONTEM, na Bandeirantes, o programa Canal Livre prestou um enorme desserviço à sua audiência. E o seu entrevistado, outro - também grande - à sua biografia docente. No final, acabou entregue. Aos 80 anos, o professor já estaria aposentado há 5 anos, com PEC-da-bengala e tudo. Colocou-se ele, então, como um porta-voz da FIESP - de uma FEA/USP, aliás, sempre submetida a "patrocinadores do establishment".
Na primeira rodada de falas, já trataram, entrevistadores e entrevistado, de "enterrar" o esclarecimento do que seriam áreas "meio" e áreas "fim" - objeto central dos debates em torno da PEC da Terceirização Total.
O resto foi o resto, decepcionante.
Gostaria de saber quais entrevistadores ali são "PJ" e quais são contratados CLT da emissora. Sem saber isto, fica mesmo difícil, senão "impossível" - como, aliás, disseram -, definir o que é atividade-meio e o que é atividade-fim.
>
Na primeira rodada de falas, já trataram, entrevistadores e entrevistado, de "enterrar" o esclarecimento do que seriam áreas "meio" e áreas "fim" - objeto central dos debates em torno da PEC da Terceirização Total.
O resto foi o resto, decepcionante.
Gostaria de saber quais entrevistadores ali são "PJ" e quais são contratados CLT da emissora. Sem saber isto, fica mesmo difícil, senão "impossível" - como, aliás, disseram -, definir o que é atividade-meio e o que é atividade-fim.
>
quinta-feira, 30 de abril de 2015
HOJE, na Band News FM... o recado do bilheteiro-chefe.
... a jornalista entrevistava o "Ticketing Director" dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, 2016, Sr. Donovan Ferreti, e ele dizia - respondendo à indagação dela sobre críticas feitas ao "modus operandi" da venda de ingressos - que "o sistema de sorteios por ingressos (cuja inscrição foi prorrogada até o dia 6 de maio) é fruto de um processo de aprimoração (sic) constante".
Como escreveria Ancelmo Gois, "Ticketing Director" é o cacete!
>
Como escreveria Ancelmo Gois, "Ticketing Director" é o cacete!
>
domingo, 19 de abril de 2015
The Naked Brand... o filme - E nada mais foi como antes.
Vamos ser transparentes?
Sept, 25, 2014 (Bloomberg) - The Naked Brand (2013) takes aim at traditional advertising and its future. With their constant use of technology and social media, today's consumers are smarter and more invested in what they buy and marketers are taking advantage of this newly empowered customer by creating transparent and positive stories about their companies and products.
Sobre o documentário: https://www.youtube.com/watch?v=GxPS5th-y_Q
O documentário "A Marca Nua", de Sherng-Lee Huang e Jeff Rosenblum, citado na matéria acima, põe seu foco na propaganda tradicional e seu futuro - na opinião do fundador da marca Patagonia, Yvon Chouinard, "nenhum futuro".
A chave para entender o fenômeno atual é a tecnologia, mas não as tecnologias usadas pelas corporações para vender e, sim, o - intensivo uso - antes de comprar - de tecnologia pelos consumidores, notadamente as redes sociais propiciadas (e fundadas sobre) a internet e a telefonia móvel (cuja combinação dá em telemática) - tornando-o mais atento e provido de "inteligência comparativa" na hora de comprar e/ou consumir. Alguns - poucos - profissionais de marketing já estão posicionados para atender este empoderado cliente, usando, principalmente a transparência e relatos positivos reais - postados na web pelos próprios consumidores - sobre produtos e empresas.
Sobre transparência: https://www.youtube.com/watch?v=3OEIGIhhofQ
Para mais: http://mmmneto.wix.com/rpcanal?hc_location=ufi
>
Sept, 25, 2014 (Bloomberg) - The Naked Brand (2013) takes aim at traditional advertising and its future. With their constant use of technology and social media, today's consumers are smarter and more invested in what they buy and marketers are taking advantage of this newly empowered customer by creating transparent and positive stories about their companies and products.
Sobre o documentário: https://www.youtube.com/watch?v=GxPS5th-y_Q
O documentário "A Marca Nua", de Sherng-Lee Huang e Jeff Rosenblum, citado na matéria acima, põe seu foco na propaganda tradicional e seu futuro - na opinião do fundador da marca Patagonia, Yvon Chouinard, "nenhum futuro".
A chave para entender o fenômeno atual é a tecnologia, mas não as tecnologias usadas pelas corporações para vender e, sim, o - intensivo uso - antes de comprar - de tecnologia pelos consumidores, notadamente as redes sociais propiciadas (e fundadas sobre) a internet e a telefonia móvel (cuja combinação dá em telemática) - tornando-o mais atento e provido de "inteligência comparativa" na hora de comprar e/ou consumir. Alguns - poucos - profissionais de marketing já estão posicionados para atender este empoderado cliente, usando, principalmente a transparência e relatos positivos reais - postados na web pelos próprios consumidores - sobre produtos e empresas.
Sobre transparência: https://www.youtube.com/watch?v=3OEIGIhhofQ
Para mais: http://mmmneto.wix.com/rpcanal?hc_location=ufi
>
sábado, 14 de março de 2015
Do trivial variado.
Duas coisas (isto mesmo, coisas) publicadas n'O Globo de ontem chamam... melhor... clamam por atenção deste Offbudsman. A elas:
1) P. 19 - DIÁLOGO DE SURDOS...
Vítimas de arrastão no metrô vão processar concessionária. Bando rouba 16 passageiros após trem sair do Largo do Machado.
A companhia do metropolitano do Rio de Janeiro, a esta altura, já deve ser detentora de algum recorde de desmentidos (leia-se mentiras...) e propaganda enganosa. Sandice em três atos:
"As vítimas reclamaram da falta de câmeras dentro da composição e de vigilantes não terem abordado os criminosos na estação Flamengo...".
"Por meio de sua assessoria de imprensa, a concessionária Metrô Rio informou que, por ser um modelo antigo, o trem não conta com aparelhos de geração de imagens".
"Mas a empresa destacou que há 800 câmeras distribuídas nas 36 estações do sistema e que conta com 350 agentes equipados com cassetetes".
Resumindo, é mais ou menos este, o "diálogo" usuário-metrô:
- Não há câmeras no vagão e não houve ação dos seguranças na estação Flamengo!
- Temos câmeras noutros vagões e seguranças que não usaram seus cassetetes na estação Flamengo.
2) P. 21 - VÁ COOPERAR 'ASSIM' NA 'AMIL'...
UNIMED-RIO, UM PATRIMÔNIO CARIOCA (não há a sinalização de que se trata de um Informe Publicitário):
"A insensatez teve desdobramentos. Após a Assembleia, alguém, visivelmente de má fé, procurou diversos órgãos de imprensa para, entre outros propósitos, indispor a figura do presidente da cooperativa com seus dignos representados. Chegou ao ponto de inserir na coluna de um prestigioso jornalista do Rio informação falsa sobre a remuneração do presidente, elevando-a para um patamar absurdo...".
Na véspera, a coluna de Ancelmo Gois, de fato, noticiara que o salário mensal de Celso Barros, presidente da UNIMED-Rio, seria de 240 mil reais - um dado que teria causado indignação na tal Assembleia que - aliás, - acabou elegendo uma chapa de oposição (a Celso Barros) para o Conselho Fiscal da cooperativa.
Indago: quem e como "alguém" pode "inserir" algo na coluna de Ancelmo Gois? Que se saiba, o colunista d'O Globo não divulgou ser doador de medula óssea...
>
1) P. 19 - DIÁLOGO DE SURDOS...
Vítimas de arrastão no metrô vão processar concessionária. Bando rouba 16 passageiros após trem sair do Largo do Machado.
A companhia do metropolitano do Rio de Janeiro, a esta altura, já deve ser detentora de algum recorde de desmentidos (leia-se mentiras...) e propaganda enganosa. Sandice em três atos:
"As vítimas reclamaram da falta de câmeras dentro da composição e de vigilantes não terem abordado os criminosos na estação Flamengo...".
"Por meio de sua assessoria de imprensa, a concessionária Metrô Rio informou que, por ser um modelo antigo, o trem não conta com aparelhos de geração de imagens".
"Mas a empresa destacou que há 800 câmeras distribuídas nas 36 estações do sistema e que conta com 350 agentes equipados com cassetetes".
Resumindo, é mais ou menos este, o "diálogo" usuário-metrô:
- Não há câmeras no vagão e não houve ação dos seguranças na estação Flamengo!
- Temos câmeras noutros vagões e seguranças que não usaram seus cassetetes na estação Flamengo.
2) P. 21 - VÁ COOPERAR 'ASSIM' NA 'AMIL'...
UNIMED-RIO, UM PATRIMÔNIO CARIOCA (não há a sinalização de que se trata de um Informe Publicitário):
"A insensatez teve desdobramentos. Após a Assembleia, alguém, visivelmente de má fé, procurou diversos órgãos de imprensa para, entre outros propósitos, indispor a figura do presidente da cooperativa com seus dignos representados. Chegou ao ponto de inserir na coluna de um prestigioso jornalista do Rio informação falsa sobre a remuneração do presidente, elevando-a para um patamar absurdo...".
Na véspera, a coluna de Ancelmo Gois, de fato, noticiara que o salário mensal de Celso Barros, presidente da UNIMED-Rio, seria de 240 mil reais - um dado que teria causado indignação na tal Assembleia que - aliás, - acabou elegendo uma chapa de oposição (a Celso Barros) para o Conselho Fiscal da cooperativa.
Indago: quem e como "alguém" pode "inserir" algo na coluna de Ancelmo Gois? Que se saiba, o colunista d'O Globo não divulgou ser doador de medula óssea...
>
Assinar:
Postagens (Atom)
